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Ciência e Tecnologia

Produção de mudas nativas é tema de curso da Embrapa

Restauração ambiental

Com a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural, demanda por mudas deve aumentar. Capacitação foi realizada em Colombo (PR)
por Portal Brasil publicado: 09/04/2014 12h47 última modificação: 30/07/2014 01h38

Viveiristas e técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) participaram de um curso sobre produção de mudas de espécies florestais nativas, promovido pela Embrapa Florestas/Colombo (PR). Cerca de 40 pessoas, de todo o estado do Paraná, estiveram presentes, contemplando representantes de todos os 20 viveiros do órgão estadual.

Os viveiros do IAP produzem atualmente quatro milhões de mudas nativas ao ano e, em alguns anos, chegam a produzir oito milhões. Com a regulamentação do CAR, um dos dispositivos do Código Florestal, a demanda deve passar para 10 milhões de mudas de espécies nativas por ano. “A adequação ambiental das propriedades rurais é uma demanda bastante forte atualmente, e quem lida com este assunto precisa estar atento às principais técnicas e metodologias de restauração ambiental”, afirma o coordenador técnico do curso, Emiliano Santarosa, da Embrapa Florestas. “A produção de mudas de qualidade é um item fundamental para o sucesso dos plantios de recuperação ambiental”, completa.

O curso, realizado entre os dias 2 e 3 de abril,  funcionou como uma reciclagem para os participantes. “Queremos aperfeiçoar a produção de mudas nativas e identificar as novidades tecnológicas”, explicou Mariese Cargnin Muchalin, diretora de Restauração e Monitoramento da Biodiversidade do IAP. Para isso, o evento contou com teoria e prática.

As palestras abordaram desde temas como seleção de matrizes para coleta de sementes, coleta e beneficiamento das mesmas, quebra de dormência, planejamento de viveiros e produção de mudas por via sexuada, até principais pragas e doenças em mudas.

As técnicas de propagação tiveram destaque tanto na parte teórica quanto na prática, que foi realizada nas casas de vegetação da Embrapa Florestas e no viveiro do IAP.

Os participantes puderam aprofundar conhecimentos sobre propagação sexuada, que é quando a muda é produzida a partir de sementes, e também propagação vegetativa, quando são utilizadas partes de plantas para produção de mudas.

Entre estaquia, miniestaquia, microestaquia, mergulhia e enxertia, foi a última que chamou mais a atenção. “Pude sanar muitas dúvidas sobre enxertia, os conhecimentos foram encaixando com o que fazemos na prática”, afirmou o viveirista Dirlei Fragoso.

“Pretendemos melhorar o processo de coleta de sementes, além de aumentar a diversidade local e a qualidade das mudas, para que tenham melhor pegamento em campo”, explica a chefe do Departamento de Produção de Mudas Nativas do IAP, Maria Cecília de Oliveira Bastos.

 “Este primeiro curso superou as expectativas”, comentou Mariese Muchalin. “Queremos, agora, avançar também em técnicas e modelos de restauração florestal, que deve ser o tema do próximo curso desta parceria com a Embrapa Florestas”.

Segundo Emiliano Santarosa, “a troca de experiências entre as instituições é fundamental. Da parte do IAP, ficam atentos às novidades tecnológicas para adoção em seu dia a dia e, para a Embrapa, também é uma forma de identificarmos demandas”. O curso faz parte do projeto “Florestas na propriedade rural: modelo de estratégias para transferência de tecnologia florestal”.

Fonte:
Embrapa

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