Ciência e Tecnologia
Rede de biodiversidade promove o conhecimento da região amazônica
Incentivo à pesquisa
O comitê científico da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte) está reunido, até esta terça-feira (15), em Brasília (DF), para avaliar o panorama atual da iniciativa e as prioridades de financiamento voltadas a demandas de pesquisa, formação de pessoal e infraestrutura.
“Nosso papel aqui, uma vez que montamos, fomentamos e tentamos dar sustentabilidade à Bionorte, é enxergar exatamente como é que podemos contribuir para que essa rede funcione de maneira a gerar os melhores resultados”, afirmou o diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Osvaldo Moraes, na abertura da reunião, nesta segunda (14). “Precisamos verificar quais são os gargalos, aquelas atividades que não devem perder a continuidade porque senão podem comprometer o programa como um todo.”
Criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em dezembro de 2008 e instituída em parceria com as secretarias de ciência e tecnologia dos nove estados da Amazônia Legal, a rede Bionorte tem como objetivo integrar competências para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação e formação de doutores, com foco em biodiversidade e biotecnologia, para gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região.
O encontro também avalia resultados do Programa de Gestão em Ciência e Tecnologia (PGCT), lançado em 2013 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), a fim de identificar instituições de ciência e tecnologia (ICTs) que realizem estudos voltados ao uso sustentável da biodiversidade e empresas cujos produtos sejam derivados da biodiversidade amazônica, além de propiciar aproximação da academia com os setores produtivo e financeiro.
Financiamentos
Para o coordenador científico da rede, João Carlos Maia, a Bionorte tem reunido o conhecimento disponível na região desde o lançamento do Edital 66/2009, que contratou 20 redes interestaduais. “Vibramos muito com o formato da seleção, porque eram necessários, no mínimo, três estados por projeto, em que um líder puxaria os demais. Isso deu uma dinâmica para a rede, pois hoje nós temos bons trabalhos na Amazônia”, avaliou.
Os projetos interestaduais se concentram nas áreas de biodiversidade, biotecnologia e conservação e têm execução prevista até meados de 2014, com R$ 20,7 milhões comprometidos – R$ 15,3 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 5,4 milhões de recursos estaduais. Com o Edital 79/2013, a Bionorte ganhou mais quatro redes, divididas em 16 projetos, com R$ 4,9 milhões do FNDCT.
Formação de doutores
Aprovado em 2012 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), o Programa de Pós-Graduação da Bionorte (PPG) envolve 153 professores e 120 pesquisadores associados de 20 instituições dos nove estados, por meio de cinco disciplinas obrigatórias e 33 optativas. Até o momento, estão matriculados 278 doutorandos e um aluno já se formou.
Segundo o coordenador da rede em Roraima, Edvan Chagas, a Bionorte deu origem ao primeiro curso de doutorado da história do estado. “Continuamos tendo uma carência muito grande na formação de profissionais em Boa Vista, porque ninguém quer ir para lá e os estudantes locais não veem perspectiva nem para fazer mestrado”, relatou. “Mas esse curso já atendeu uma demanda de alunos, que conseguem continuar ali e pesquisar a nossa realidade.”
A Bionorte promoveu um workshop de interação entre ICTs e empresas em 28 de março, em Manaus, para estimular a geração de bioprodutos e bionegócios. O evento integra uma série de três encontros, mas as outras duas edições ainda não têm data nem local definido. O coordenador do PPG, Spartaco Astolfi Filho, destacou a necessidade de estimular outros estados a promoverem encontros semelhantes, tanto pela oportunidade de inovação quanto pela possibilidade de aplicar o conhecimento científico gerado.
Saiba mais: Fomento à pesquisa no Amazonas
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), tem como finalidade exclusiva, o amparo à pesquisa científica básica e aplicada e ao desenvolvimento tecnológico experimental, no Estado do Amazonas, nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Ciências Humanas e Sociais, com o objetivo de aumentar o estoque de conhecimentos científicos e tecnológicos, assim como sua aplicação, no interesse do desenvolvimento econômico e social do Estado.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
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