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Meio Ambiente

Boas práticas ajudam pescadores no manejo do pirarucu

Capacitação

Curso do Instituto Mamirauá divulga técnicas para aprimorar a conservação de uma das principais espécies do Médio Solimões
por Portal Brasil publicado: 06/05/2014 17h14 última modificação: 30/07/2014 01h38

O Instituto Mamirauá, com apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA), ofereceu um treinamento para os pescadores que atuam em iniciativas de manejo do pirarucu para aprimorar as práticas. O objetivo é manter a qualidade dos produtos pesqueiros, na região do Médio Solimões.

As técnicas foram repassadas pelos profissionais do Programa de Manejo de Pesca do instituto, que é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Apesar de chegar fresco ao Mercado Municipal de Tefé, o pescado pode perder qualidade durante a manipulação. As condições de higienização das mãos, descuidos na evisceração e a falta de resfriamento dos peixes estão entre os principais problemas identificados durante o curso.

“A finalidade das boas práticas de manipulação de alimentos é melhorar a qualidade do produto”, explicou a professora Emília de Lima Nunes, doutora em higiene veterinária e processamento de produtos animais e uma das ministrantes do curso promovido de 28 a 30 de abril.

Pescador há mais de 30 anos, Ivo dos Santos buscou no curso conhecimentos para diferenciar-se no mercado. “Boas práticas de manipulação são importantes para fortalecer a cadeia produtiva. Fica mais fácil vender se a empresa sabe que o peixe é de qualidade”, explica o pescador.

A coordenação do Programa de Pesca do Instituto Mamirauá estuda formas de adaptar o curso para outras realidades e estender o treinamento para os outros componentes da cadeia produtiva do pescado, como transportadores e frigoríficos.

Material didático do Instituto Mamirauá

O programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá elaborou uma cartilha sobre método de contagem e censo populacional da espécie. O material traz informações sobre o sistema respiratório do pirarucu, que possibilitou o método de contagem, e o curso de metodologia de contagem.

A cartilha teve como base o estudo de Castello (2004) e a experiência acumulada de 15 anos na assessoria técnica dos sistemas de manejo nas reservas de desenvolvimento sustentável Mamirauá e Amanã.

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Mamirauá

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