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Ministério da CT&I lança plano de ação para a ciência antártica

Internacional

Documento recomenda cinco programas para elevar a qualidade da pesquisa brasileira no continente gelado
por Portal Brasil publicado: 05/05/2014 19h39 última modificação: 30/07/2014 01h38

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, lançou nesta segunda-feira (5) o plano de ação Ciência Antártica para o Brasil, referente ao período de 2013 a 2022, durante a 37ª Reunião Consultiva do Tratado da Antártica (ATCM, na sigla em inglês), que segue até quarta (7). Na opinião de Nobre, o documento representa uma nova fase para a pesquisa brasileira no continente gelado.

“O plano deve contribuir de forma expressiva para que o País eleve o reconhecimento internacional por seu desempenho científico na Antártica e no Oceano Austral”, disse Nobre. “Ao longo da próxima década, planejamos colocar em prática cinco programas temáticos sustentáveis, que investiguem os processos ambientais e as relações atuais, passadas e futuras entre a América do Sul e as regiões polares.”

Segundo o secretário, o plano de ação revela a agenda científica do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) até 2022, embora o documento não se proponha a revisá-lo. “A definição dos próximos passos permite ao país maior clareza do que se busca na pesquisa antártica, do ponto de vista estratégico e da sustentabilidade, além de propiciar melhores condições de direcionamento do apoio financeiro a projetos de pesquisa, notadamente aos institutos nacionais de ciência e tecnologia [INCTs] dedicados à pesquisa antártica, que constituem elementos fundamentais para a integração das propostas.”

Encomendado pela Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI (Seped) a um grupo de especialistas, o documento passou por consulta pública em maio de 2013 e ainda recebeu subsídios da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Cirm) e do Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas (Conapa), que o aprovou em novembro.

Prioridades

O plano recomenda a criação de cinco programas que explorem conexões entre os ambientes antártico e sul-americano, com ênfase no Brasil. De acordo com Nobre, as áreas devem ser revisadas em cinco anos. O documento informa que as ações buscam aumentar o protagonismo nacional no Sistema do Tratado Antártico, especialmente no Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (Scar, na sigla em inglês), instância responsável por implementar, desenvolver e coordenar a investigação científica internacional na região.

A primeira linha de pesquisa envolve o papel da criosfera – superfície coberta por gelo ou neve – no sistema terrestre e suas interações climáticas com o Hemisfério Sul, realçando a evolução dos processos biogeoquímicos no decorrer dos últimos 12 mil anos. O segundo programa estuda os efeitos das mudanças climáticas na complexidade biológica dos ecossistemas antárticos e suas relações com a América do Sul, e também observa impactos da ação humana no ambiente polar. Já a terceira vertente se destina a investigar processos físicos e biogeoquímicos associados às mudanças climáticas na circulação do oceano Austral e seus intercâmbios com o gelo marinho.

O quarto programa tem objetivo de esclarecer os mecanismos que levaram à configuração geográfica atual da Antártica, desde a fragmentação do continente Gondwana, bem como as consequências ambientais resultantes das mudanças tectônicas, paleogeográficas e climáticas ocorridas ao longo do tempo geológico. A quinta e última área prioritária trata da dinâmica química da alta atmosfera no Polo Sul e os impactos da perda de ozônio estratosférico no clima local, considerando os efeitos da interação entre o Sol e a Terra.

Além dos cinco programas, o plano sugere o fomento a outras áreas de investigação reconhecidas como emergentes. Também recomenda estudos sobre conexões com o Oceano Ártico, formação de cientistas especializados em temas antárticos e ampla divulgação, entre a sociedade brasileira, do conhecimento gerado pela pesquisa nacional no continente gelado. Acesse o documento em português ou inglês.

O lançamento ocorreu na segunda semana da 37ª ATCM, aberta na segunda-feira (28). A Coordenação para Mar e Antártica do MCTI distribuiu as duas versões da publicação a representantes dos países signatários do tratado, que controla a presença humana no Polo Sul.

Fonte:
Ministério de Ciência e Tecnologia

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