Ciência e Tecnologia
Projeto testará reação da floresta amazônica ao excesso de CO2
Pesquisas da Amazônia
A assinatura de dois convênios lançou oficialmente o projeto Amazon Face, que submeterá áreas de floresta amazônica a concentrações elevadas de gás carbônico para ver como a vegetação e o ecossistema reagem. Um dos convênios foram firmados entre Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o outro, entre a pasta federal e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
O experimento, lançado nesta quarta-feira (14), será implementado em uma floresta de platô na Estação Experimental de Silvicultura Tropical, localizada cerca de 60 quilômetros (km) ao norte de Manaus e administrada pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCTI).
A simulação vai aumentar em 50% a concentração do gás (o CO2, também conhecido como dióxido de carbono), que assim chegará a 600 partes por milhão (ppm), em parcelas de mata de 30 metros de diâmetro. O objetivo é ver até que ponto a fertilização pela oferta extra do gás – usado pelas plantas para fazer fotossíntese – aumenta a resiliência da floresta, compensando fatores adversos como o aquecimento e alterações no regime de chuvas.
“Falar do Amazon Face é, de certa forma, falar da importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo”, destacou o engenheiro florestal Carlos Alberto Quesada, do Inpa, um dos coordenadores científicos do experimento. “É talvez a maior biodiversidade do planeta, um importante componente dos ciclos de carbono – está ali um estoque de 90 bilhões de toneladas – e dos ciclos hidrológicos, uma bacia que aporta importante quantidade de água doce aos oceanos.” Ele lembrou que as mudanças no clima colocam em risco todos esses processos funcionais e a vida de cerca de 25 milhões de pessoas que habitam a região, considerando apenas a porção brasileira do bioma.
A primeira fase do projeto, com 2017 como horizonte e aplicada em duas parcelas de mata, está orçada em US$ 11 milhões. A segunda, que se estenderia por dez anos, em US$ 78 milhões.
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