Ciência e Tecnologia
Embrapa apresenta técnicas para a melhoria da cadeia leiteira
Transferência de tecnologia
A Embrapa Rondônia possui um Sistema de Produção de Leite especialmente para o estado. Vacas mantidas neste sistema, no Campo Experimental da Embrapa em Porto Velho, produzem em média 13 litros de leite por dia, muito à frente da média estadual, que é de 4,5 litros/dia, e da nacional, 5,8/litros/dia.
Esse conjunto de processos e tecnologias que integram o Sistema de Produção de Leite foi apresentado na última quarta-feira (25), para um grupo de produtores dos distritos de Rio Pardo e União Bandeirante, de Porto Velho (RO), durante visita técnica ao Campo Experimental da Embrapa, também na capital rondoniense.
Durante a visita, os produtores puderam acompanhar, em campo, diversos procedimentos que integram o sistema, com palestras que abordaram o melhoramento genético do rebanho, higiene, produção e manejo e pastagem, sanidade animal, falando ainda de instalações adequadas até aspectos da comercialização.
De acordo com Rhuan Lima, médico veterinário da Embrapa, Rio Pardo e União Bandeirantes são regiões potenciais para produção de leite, mas com pouca tradição nessa atividade.
Visando melhorar esse cenário e diversificar as áreas de produção leiteira em Rondônia, desde o ano passado, Embrapa e Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Velho (Semagric) assinaram um convênio e desde então têm levado boas práticas e tecnologias para o desenvolvimento da cadeia leiteira. Entre as ações previstas, estão a instalação de Unidades Demonstrativas (UDs) nas quais, com o devido acompanhamento, todas essas técnicas serão aplicadas. "Essas UDs servirão de modelo, de vitrine tecnológica para todos os produtores da região", explicou Rhuan Lima.
Para o engenheiro agrônomo Paulo Moreira, da Embrapa, os produtores puderam conhecer mais de perto a importância desse Sistema de Produção, como fator de transferência de tecnologia, que na verdade é um conjunto atividades necessárias para aumentar a produtividade, com redução de custos de produção e ainda respeitando o meio ambiente, tudo pensado respeitando as características do estado. "São anos de pesquisas e evolução de técnicas que hoje compõe esse modelo de produção para Rondônia", afirmou o pesquisador.
Ele explicou que com boas práticas e principalmente, o manejo adequado, os produtores que implementarem o sistema, podem vir a dobrar e até triplicar sua produtividade, mas alertou que esse salto não ocorre do dia para a noite, mas como planejamento a aplicação correta. "O que torna o sistema especial e acima da média de produção é o manejo. Não adiantar investimento em maquinários caros sem o manejo adequado", lembrou Paulo Moreira.
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Fonte:
Embrapa
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