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Ciência e Tecnologia

Embrapa inaugura fábrica Briquetes Vale do Açu

Agronegócio

Empreendimento abrirá novas possibilidades de trabalho e renda para os pequenos agricultores da região
publicado: 30/06/2014 18h03 última modificação: 30/07/2014 01h41

Foi inaugurada, no Campus Ipanguaçu do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), a fábrica Briquetes Vale do Açu - BVA.  O empreendimento foi construído com recursos do Programa Petrobras Socioambiental, através do Projeto Caatinga Viva, desenvolvido por cinco parceiros: IFRN, Embrapa Solos (RJ); Cia. de Águas do Rio Grande do Norte (Caern),  Associação Norte-Rio-Grandense de Engenheiros Agrônomos (Anea) e a ONG Carnaúba Viva.

Para o reitor do IFRN, a inauguração da fábrica se configura em um momento histórico para a Instituição. "Esperamos que o briquete produzido aqui seja exportado como um vetor de desenvolvimento", enfatizou Belchior. Segundo o pesquisador e autor do projeto, Sílvio Tavares, da Embrapa Solos, a fábrica é uma semente que está sendo plantada. "Precisamos desenvolver a indústria, os serviços, a infraestrutura do nosso estado e de nosso país", completou.

A fábrica abre novas possibilidades de trabalho e renda para os pequenos agricultores do Baixo-Açu, que podem vir a se transformarem em produtores de energia.  " A fábrica será importante não apenas do ponto de vista econômico, mas também intelectual, já que será um laboratório de estudos para alunos e professores", disse o pró-reitor do IFRN,  José Yvan Pereira Leite

O Caatinga Viva encerra suas atividades no final deste mês.  De acordo com o seu coordenador-geral, Auricélio Costa, além da implantação da BVA, foram desenvolvidas outras ações com a finalidade de estimular a criação de um arranjo produtivo local voltado à produção de um combustível alternativo. Uma delas foi a capacitação de 10 mil jovens e mais de 600 professores da rede pública sobre questões ambientais. Para o gerente de Comunicação e Segurança de Informações do Ativo de Alto do Rodrigues da Petrobras, Décio Peixoto, "é sempre muito bom para a Petrobras ver um projeto de tal porte, selecionado em primeiro lugar em uma disputa nacional com mais de 900 concorrentes,  ser concluído com todas as suas metas cumpridas".

O evento de lançamento, que aconteceu na última quinta-feira (26), foi presidido pelo reitor do IFRN, Belchior de Oliveira Rocha, que dividiu a mesa de honra com o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RN (MDA-RN), Raimundo Costa; o gerente de Comunicação e Segurança de Informações do Ativo de Alto do Rodrigues da UO-RNCE da Petrobras, Décio Peixoto; o pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IFRN, José Yvan Pereira Leite; o diretor do Campus Ipanguaçu, Evandro Firmino de Souza, além dos representantes das cinco instituições parceiras.

A solenidade encerrou com a assinatura dos termos de transferência dos bens adquiridos pelo projeto, a cada uma das instituições parceiras.  Dentre eles, a própria fábrica de briquetes, que a partir de agora passa a pertencer, oficialmente, ao IFRN.  Na semana que vem, serão realizados os primeiros testes de produção de briquetes da fábrica cuja gestão será entregue à empresa que vencer a seleção do edital de incubação, que deverá ser lançado brevemente, de acordo com o pró-reitor de Pesquisa do Instituto.

Briquetes

Os briquetes são um tipo de biocombustível sólido, produzido através da compactação de matéria-prima vegetal ou animal.  No caso dos briquetes que serão produzidos pela BVA, os materiais que deverão fazer parte da composição são as palhas e talos que hoje são descartados na natureza como resíduos da produção de cera de carnaúba e outros vegetais plantados com fins exclusivamente energéticos, como o capim-elefante.

Conforme explicou o pesquisador Sílvio Tavares, o briquete é uma opção à lenha utilizada em fornos de padarias, pizzarias e na indústria cerâmica, que possui uma grande participação na economia do Rio Grande do Norte. A maior parte da lenha usada como fonte de energia é extraída da mata nativa, agravando o quadro de desertificação em vários pontos do Estado.

No caso do Baixo-Açu potiguar, o consumo de lenha e carvão vegetal nas residências, padarias, queijarias, churrascarias e, sobretudo, nas fábricas de cerâmica vermelha nos nove municípios do Baixo-Açu beneficiados pelo Projeto foi estimado em 570.000 mil m³ ou 119.684,50 toneladas em 2012, o que equivale à devastação de uma área de 3.799,5 hectares ou 5.427,86 campos de futebol oficiais.

Fonte:
Embrapa 

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