Ciência e Tecnologia
Perspectivas de controle biológico estão disponíveis em livro
Cooperação internacional
A Facultad de Agronomida da Universidad de La Republica (Uruguai) acabou de lançar o livro "Control Biológico de enfermedades de plantas en América Latina y el Caribe", com editores da Argentina, Brasil, Chile Uruguai. A publicação,disponível para download, aborda a história, situação atual e perspectivas de controle biológico nesses países.
Um dos desafios desse setor de agroquímicos é o desenvolvimento de metodologias para a produção em grande escala de agentes de biocontrole e sua transferência para o setor privado, de formulações que promovam a facilidade de uso e conservação desses produtos, de metodologias para a avaliação da sua qualidade, além do desenvolvimento de métodos para a integração desses agentes nos sistemas produtivos.
Outros desafios incluem o fomento do uso das técnicas que conservam ou promovam o desenvolvimento de agentes de controle biológico que se produzem de forma natural, estimular o seu desenvolvimento para o controle de problemas fitossanitários em cultivos considerados como minor crops, que tem um alto índice de uso de pesticidas, fomentar a aplicação de manejo integrado de pragas e, ainda, que reduzam o uso de produtos químicos em animais.
Foram convidados especialistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Para a região do Caribe foi escrito um capítulo que inclui informações coletadas em diversos países dessa região, que se pode usar como exemplo e ponto de partida.
Conforme os editores, globalmente, ocorre um crescimento rápido no desenvolvimento, comercialização e uso de bioprodutos. No Brasil, problemas educacionais-sociológicos-culturais dificultam a adoção ou aceitação do controle biológico de doenças de plantas, pois a geração atual do agronegócio brasileiro se formou orientada para o desenvolvimento e uso de agrotóxicos.
Adicionalmente, frequentemente produtores e técnicos (incluindo engenheiros agrônomos) não estão suficientemente instrumentalizados/treinados para introduzir o controle biológico nos sistemas agrícolas de produção.
O modelo agrícola brasileiro também dificulta a implementação do controle biológico, pois se baseia em cultivos de poucas espécies em grandes extensões, quase unicamente cultivadas com grãos. Modificar este modelo é utópico. Portanto, se demanda melhorar as tecnologias de uso de biocontrole em grandes extensões e principalmente, o desenvolvimento de programas informativos para os técnicos agrícolas.
Outro aspecto fundamental para a ampliar o uso de biocontrole consiste em aumentar o incentivo ao manejo integrado de pragas (MIP), o qual foi relegado a um segundo plano. Neste aspecto, é necessário gerar mais conhecimento quanto as diferentes estratégias de MIP aplicadas a diferentes cultivos. Por isso, são fundamentais campanhas destinadas a revendedores, técnicos e produtores.
Apesar de que as instituições de ensino e pesquisa estão se adequando para participar ativamente desta nova realidade de nossa agricultura, ainda requerem um maior aporte de recursos públicos e privados. Isso pode acontecer se o consumidor demandar mais produtos obtidos de forma alternativa aos paradigmas da agricultura pós revolução verde. Uma das formas de aumentar esta demanda é, novamente, organizando campanhas destinadas ao grande público.
Fonte:
Embrapa
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















