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Cidadania e Justiça

Pesquisa busca solução para tratamento de solo e água

Energia nuclear

Primeira mina de urânio do Brasil, localizada em Caldas (MG) e desativada desde 1995, será campo de pesquisa e testes para tratamento de passivos ambientais
por Portal Brasil publicado: 03/06/2014 19h09 última modificação: 30/07/2014 01h40

A unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) recebeu, na última terça-feira (27), o primeiro dos seis contêineres com a planta piloto que vai testar uma tecnologia que pretende descontaminar solo e água por meio do uso de gás ozônio. A primeira mina de urânio do Brasil, localizada em Caldas (MG) e desativada desde 1995, será campo de pesquisa e testes para tratamento de passivos ambientais resultantes de atividades de mineração.

O projeto, que é desenvolvido pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e pela empresa Brasil Ozônio, tem investimento aprovado de R$ 9,8 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Os estudos buscam comprovar ensaios já realizados em laboratório, testando-os em uma escala maior, e analisar os custos para aplicação da tecnologia. A ideia é que usando o gás ozônio em água ácida seria possível tirar metais pesados como o manganês e o ferro. E ao aplicá-lo nas pilhas de resíduos do solo minerado, micro-organismos que produzem água ácida seriam eliminados. 

Além de disponibilizar o terreno, os laboratórios da INB Caldas farão o controle analítico. O projeto conta ainda com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCTI). 

Histórico

A produção brasileira de urânio começou em 1982, em Caldas, sul de Minas Gerais, onde uma reserva foi explorada durante 13 anos, abastecendo a usina de Angra 1. Na unidade, que está em fase de descomissionamento, funciona um laboratório ambiental de análises químicas e radiológicas e um laboratório de desenvolvimento de processo industrial. 

Também na INB Caldas já foi montada a usina piloto que testou o processo industrial que será implantado na futura unidade de Santa Quitéria (CE) para separar o fosfato e o urânio presentes no minério daquela região. 

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Indústrias Nucleares do Brasil

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