Ciência e Tecnologia
Tecnologias contribuem para a sustentabilidade da cafeicultura
Pesquisa agropecuária
Sustentabilidade, aumento de produtividade com melhoria da qualidade dos grãos e redução dos custos de produção são os pilares básicos para dar competitividade à cafeicultura irrigada brasileira. Mas, para que esse fim seja alcançado, há necessidade de repensar continuamente o sistema produtivo de café, buscando sempre novos conhecimentos que permitam manter esses pilares.
Foi o que fez uma equipe de pesquisadores da Embrapa Cerrados com apoio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, ao questionar conhecimentos arraigados, como é o caso da necessidade de irrigações com alta frequência e a baixa exigência de fósforo dos cafeeiros adultos.
Com base em resultados de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café - formado por cerca de 50 instituições de ensino, pesquisa e extensão - e em trabalhos sob a responsabilidade da Embrapa Cerrados, foram propostas mudanças no sistema de produção de café irrigado: suspensão das irrigações dos cafeeiros por um período definido para submeter as plantas a estresse hídrico moderado e permitir que haja sincronização do desenvolvimento das gemas reprodutivas e, consequentemente, uniformidade de floração e maturação; e ajuste na oferta de nutrientes (especialmente fósforo) no momento certo e em quantidades adequadas para garantir o desenvolvimento dos frutos da carga pendente e o crescimento de novos ramos, nós e gemas reprodutivas.
"Com relação ao estresse hídrico, partimos da teoria de que as necessidades fisiológicas das plantas devem ser respeitadas, caso contrário, tem-se grande variação anual da produtividade - bienalidade acentuada e desuniformidade na maturação dos frutos - devido à ocorrência de múltiplas floradas. A respeito da adubação, hoje sabe-se que há resposta ao fósforo e, em geral, essa tecnologia é usada em conjunto com a irrigação, mostrando sinergia. Há também expressivo aumento de produtividade como resposta, mais energia, vigor e sanidade das plantas", explica o pesquisador e gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, Antonio Guerra, que coordenou os estudos.
O projeto, multidisciplinar e multi-institucional, utilizou cultivares de café desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (Iac), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), instituições integrantes do Consórcio Pesquisa Café. Entre as cultivares utilizadas estão: Rubi MG 1192, Topázio MG 1190, Catuaí Vermelho IAC 144, Catuaí Amarelo IAC 62 e Iapar 59.
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Fonte:
Embrapa
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