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Boletim do Museu Goeldi destaca línguas indígenas amazônicas

Publicação on-line

No Brasil, há 274 línguas faladas por 305 grupos indígenas e mais de 100 delas estão concentradas na Amazônia
publicado: 16/07/2014 13h05 última modificação: 16/07/2014 13h05

Além do português, há 274 línguas faladas no Brasil por 305 grupos indígenas, de acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E mais de 100 estão concentradas na região amazônica, onde pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) atuam na documentação e na compreensão dos sistemas linguísticos das populações indígenas. Estes estudos são assunto da edição de número 69 do Destaque Amazônia, disponível on-line.

O boletim apresenta seis das 32 línguas que são objeto de estudo de especialistas vinculados ao Goeldi: Oro Win, Gavião, Suruí, Paresí, Arikapú e Djeoromitxí. Além disso, traz reportagens que explicam metodologias, novas abordagens e descobertas recentes da área da linguística, vinculada à Coordenação de Ciências Humanas (CCH).

Um dos fenômenos que instigam os linguistas na Amazônia é a concentração de grupos étnicos e línguas nas fronteiras do bioma, área de maior interação entre eles. Um estudo recente levanta a hipótese de que essa seria uma zona de convergência, onde se iniciou a ocupação na região.

Línguas em risco

O acervo digital do Museu Goeldi alcança cerca de 80 línguas indígenas. Duas delas são o Oro Win e o Paresí, que correm risco de extinção. O trabalho de documentação de ambas é apresentado nesta edição do Destaque Amazônia.

O Oro Win é uma língua que se distingue de outras da Amazônia, com palavras curtas e sons bastante diferentes. Há apenas seis falantes na aldeia em Rondônia, todos acima dos 50 anos. Seu risco de extinção foi agravado ainda na década de 1960, quando o idioma foi proibido de ser falado pelos indígenas que trabalhavam nos seringais. Se não obedecessem, eram agredidos fisicamente.

Além da descrição e documentação, a pesquisa apoiou a tentativa de aprendizado da língua nas escolas, com a elaboração de materiais didáticos junto ao professor local.

No caso dos Paresí, a iniciativa partiu da própria comunidade, preocupada com a perda da cultura tradicional. São pouco menos de 2 mil indígenas dessa etnia que vivem em 44 aldeias próximas ao município de Tangará da Serra (MT). Apesar de 90% da população falar Paresí, algumas aldeias sofrem influências da sociedade moderna. O registro foi iniciado em 2006 na aldeia de Formoso, uma das mais tradicionais, e a partir de 2011, os próprios indígenas deram continuidade ao trabalho, após passarem por treinamentos para uso de equipamentos e técnicas de filmagem.

Sobre o Museu

O Museu Paraense Emílo Goeldi (Mpeg) é uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil. Está localizado na cidade de Belém, estado do Pará.

Desde sua fundação, em 1866, suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região. O Museu Goeldi fica na Avenida Magalhães Barata, 376.

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Museu Emilio Goeldi

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