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Ciência e Tecnologia

Estudo compara metodologias de captura para jabutis-amarelos

Ecologia

Pesquisadores do Instituto Mamirauá verificaram a prevalência da espécie em áreas baixas durante o período da seca
publicado: 28/07/2014 18h39 última modificação: 28/07/2014 18h39

Um dos desafios para estudos com jabutis é a ausência de metodologias de detecção e captura desse animal. Diante dessa realidade, pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia de Vertebrados Terrestres do Instituto Mamirauá realizaram estudo para comparar metodologias para captura de jabutis-amarelos e estimar a seleção de ambientes pela espécie, classificada como vulnerável à extinção pela International Union for Conservation of Nature (IUCN).

Durante a seca de 2013, jabutis foram capturados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, por meio de busca ativa e armadilhas de queda providas de isca. “Comparamos os métodos quanto à taxa de captura por esforço dos métodos e do pesquisador. Estimamos também a ocupação por jabutis por capturas e vestígios em várzea e terra firme e nas altimetrias pelo software Presence”, conta a pesquisadora Thaís Morcatty. “Nesse período capturamos 16 jabutis, oito em cada ambiente. Destes, sete foram capturados por busca ativa, sete por armadilha e dois durante o deslocamento.”

De acordo com os pesquisadores, sendo um animal muito caçado para consumo e de crescimento lento, a seleção do melhor método de estudo favorece a implantação de monitoramentos que possam aferir a sustentabilidade do seu uso na região. “A armadilha se mostra mais vantajosa, uma vez que propicia mais capturas com menor esforço do pesquisador, permite coletar em mais localidades por demandar menor tempo para amostragem e apresenta menor investimento financeiro para cada jabuti capturado”, afirma Thaís.

Os ambientes amostrados (terra firme e várzea) não diferem quanto à probabilidade de ocupação, indicando que os jabutis habitam áreas que se alagam completamente, o que é incomum para os demais animais terrestres. Já a altimetria deve ser considerada no planejamento de estudos ecológicos e monitoramentos, pois esse fator se mostra influente na ocupação, corroborando com o conhecimento tradicional.

Foi verificada a prevalência de jabutis em áreas baixas durante o período da seca. Tal comportamento é uma importante descoberta e pode estar associado à presença de água nesses ambientes, que contribui para evitar dessecação e para a termorregulação do animal.

Sobre o Instituto Mamirauá

Criado em abril de 1999, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) é uma organização social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atuando como uma das unidades de pesquisa do MCTI.

O  Instituto desenvolve suas atividades por meio de programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, estado do Amazonas.

Juntas, estas reservas somam uma área de 3.474.000 ha. Por intermédio de convênios com o governo do estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá apoia a gestão destas reservas. 2 - Estrutura de treinamento atende mais de 2.000 pessoas por ano.

Fontes:
Instituto Mamirauá
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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