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Ciência e Tecnologia

Inovação é marca da cafeicultura na Bahia

Pesquisa agropecuária

Novas tecnologias como o estresse hídrico controlado e a adubação fosfatada garantem aumento da produtividade no estado
publicado: 10/07/2014 16h40 última modificação: 10/07/2014 16h40

Nas últimas três décadas, a Bahia tem contribuído para que o Brasil mantenha a posição de maior produtor e exportador, além de segundo maior consumidor de café em nível mundial. Atualmente o estado é o quarto maior produtor de café do Brasil, atrás de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Nos últimos anos, o estado não só agregou o café à sua produção agrícola, como também se tornou uma das grandes regiões produtoras de café arábica no Brasil – além de também produzir café conilon.

A conquista é resultado da articulação da pesquisa, ensino, extensão rural e do setor produtivo, fortalecida pelo Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Unidos, eles vêm obtendo resultados positivos nos índices de produção, produtividade e melhoria da qualidade.

O Cerrado da Bahia, no oeste do estado, emprega tecnologia de ponta e vem obtendo altos índices de produtividade quando comparado às áreas irrigadas de outros Estados produtores. Nessa região, a produção do café apresenta uma área total cultivada de 14.910 hectares de café arábica, sendo a grande maioria irrigada pelo sistema de pivô central.

Segundo a professora titular do Departamento de Fitotecnia e Zootecnia da Uesb, Sandra Elizabeth Souza, doutora em Proteção de Plantas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma prática que tem sido bastante utilizada em toda a região do Planalto da Bahia é a secagem do café por meio de terreiros de cimento cobertos por estufas de plástico transparente, que recebem a luz do sol, absorvem o calor e, manejadas adequadamente, promovem a pré-secagem ou a secagem do café em aproximadamente 3 dias.

Tecnologias adaptadas à região

Cafeicultores da Bahia, Goiás e Minas Gerais que produzem em região de Cerrado utilizam tecnologias de estresse hídrico controlado e adubação fosfatada com excelentes resultados na produção. As técnicas foram desenvolvidas pela Embrapa Cerrados, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café. Estima-se que cerca de 36 mil hectares de café desses Estados sejam cultivados com essas tecnologias.

A tecnologia do estresse hídrico controlado, revoluciona a prática tradicional da irrigação frequente e continuada, garante aumento da produtividade (em torno de 15%), mais qualidade e menor custo, sendo alternativa para a sustentabilidade da cafeicultura no Cerrado.

A técnica consiste em suspender a irrigação na estação seca do ano durante um período de 72 dias (sendo o período ideal entre 24 de junho e 4 de setembro), para sincronizar, uniformizar o desenvolvimento dos botões florais (florada) e, consequentemente, dos frutos (maturação) - o que garante um café de melhor qualidade.

Esse processo tecnológico permite a obtenção de 85% a 95% de frutos cerejas no momento da colheita, maximizando a produção de cafés especiais, de maior valor de mercado. Para a adoção dessa prática, não há necessidade de investimento.

Adubação fosfatada em café

A partir do desenvolvimento da tecnologia do estresse hídrico controlado, as pesquisas sobre aplicações crescentes de fósforo no cafeeiro foram intensificadas.

Existia uma demanda crescente por informações sobre a influência da adubação fosfatada no desenvolvimento, vigor, sanidade das plantas e pegamento da florada e ainda a ideia de que o nível de fósforo observado nas análises do solo de alguma forma não representava o que realmente estava disponível para os cafeeiros. "Os resultados demonstraram que o ajuste nutricional é necessário também nas lavouras de sequeiro", completa Guerra.

O estudo questionou os critérios de recomendação de adubação fosfatada no cafeeiro que, por muitos anos, foi considerado uma planta que não respondia à aplicação de altas doses de fósforo. E comprovou que a adição do fósforo traz benefícios para a planta tanto em solos de média a alta fertilidade como também em solos de baixa fertilidade, como os do Cerrado, onde a planta responde com grande intensidade.

Fonte:
Embrapa

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