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Ciência e Tecnologia

Pesquisa avalia manejo madeireiro em comunidades da Reserva Mamirauá

Amazônia

Verificar a viabilidade financeira da atividade é essencial para que incentivadores tenham garantia de resultados positivos
publicado: 28/07/2014 18h19 última modificação: 28/07/2014 18h26

Dentro de unidades de conservação brasileiras há o incentivo cada vez maior ao manejo florestal comunitário. Verificar a sua viabilidade financeira é essencial para os incentivadores da atividade terem garantia de que ela tem resultados positivos e uma análise de custos detalhada pode ser uma ferramenta importante aos manejadores na hora de planejarem suas atividades. 

Nesse contexto, o pesquisador Leonardo Apel, do Grupo de Pesquisa Organização Social e Manejo Participativo do Instituto Mamirauá, realizou uma pesquisa para analisar a viabilidade financeira do manejo florestal comunitário em área de várzea de três comunidades localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, durante o manejo realizado entre 2008 e 2013.

As comunidades são Bate Papo e São João, produtoras de madeira em tora, e Boa Esperança do Japurá, produtora de madeira serrada com equipamento motosserra.

Os métodos de avaliação demonstraram que as três atividades são viáveis financeiramente no cenário atual e podem se manter nessa situação durante todo o ciclo de 24 anos de manejo, apesar de serem dependentes da assistência técnica do Instituto Mamirauá.

Os cenários em que o subsídio é retirado demonstram redução nos índices analisados e, no caso da comunidade Bate Papo, tornam a atividade inviável. Para os cenários em que a mão de obra é paga com diárias, o índice de Boa Esperança também se torna negativo sem o subsídio.

Para esses casos, em um primeiro momento, os pontos de equilíbrio podem servir de orientação na busca por maior produção e/ou maior preço, levando em consideração outros aspectos inerentes ao mercado (como escala e demanda). Além disso, há a possibilidade de a atividade se tornar menos atrativa às comunidades em cenários sem subsídio.

“Isso demonstra a importância da assistência técnica fornecida pelo Instituto Mamirauá. E políticas de incentivo ao manejo madeireiro na reserva devem levar em consideração que as atividades estão neste momento apoiadas em subsídios”, reflete o pesquisador.

Instituto Mamirauá 

Criado em abril de 1999, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) é uma organização social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atuando como uma das unidades de pesquisa do MCTI.

Desde o início, o Instituto desenvolve suas atividades por meio de programas de pesquisa, manejo e assessoria técnica nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, estado do Amazonas.

Juntas, estas reservas somam uma área de 3.474.000 ha. Por intermédio de convênios com o governo do estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá apoia a gestão destas reservas. 2 - Estrutura de treinamento atende mais de 2.000 pessoas por ano.

Fonte:
Instituto Mamirauá

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