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Ciência e Tecnologia

Brasil articula criação do Observatório de Inovação em Biotecnologia

Cooperação

Assunto fez parte de audiência em Brasília com representantes do MCTI e de delegação da União Europeia
por Portal Brasil publicado: 09/09/2014 11h07 última modificação: 09/09/2014 11h09
Divulgação/MCTI Participantes apresentaram dados e programas desenvolvidas na área e a estrutura do sistema de CT&I de seus países

Participantes apresentaram dados e programas desenvolvidas na área e a estrutura do sistema de CT&I de seus países

Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Delegação da União Europeia (EU) deram início às articulações para a criação do Observatório de Inovação em Biotecnologia no Brasil e a sua interação com o Observatório de Bioeconomia da UE.

A iniciativa tem entre os seus objetivos prospectar oportunidades de desenvolvimento tecnológico em biotecnologia no Brasil, mapear desafios, avaliar o potencial mercadológico de tecnologias e identificar gargalos e soluções para minimizar os riscos associados à inovação na área.

No encontro, realizado nesta segunda-feira (8), os participantes apresentaram dados, programas e ações desenvolvidas nas áreas de bioeconomia e biotecnologia e a estrutura do sistema de ciência, tecnologia e inovação de seus países.

Pelo MCTI, participaram da audiência o diretor de Políticas e Programas Temáticos, Oswaldo Leal Moraes, o coordenador-geral de Biotecnologia e Saúde, Luiz Henrique Mourão, o assessor de Assuntos Internacionais, Marcos Formiga, e a coordenadora de cooperação com a Europa, Ana Stival. Já a missão europeia foi liderada por Damien Plan, membro da Joint Research Centre (JRC) – serviço de ciência da Comissão Europeia.

A União Europeia mantém, desde 2013, o Observatório de Bioeconomia (Bioeconomy Observatory), coordenado pelo JRC. Há interesse tanto do Brasil como da UE em promover o intercâmbio de informações e o diálogo entre especialistas na área de biotecnologia (bioeconomia), a fim de consolidar e fortalecer iniciativas. Representantes de ambas as partes têm trabalhado na construção de um plano de ação conjunto.

"Esta é a primeira visita para que possamos conhecer o funcionamento do observatório deles para que possamos adaptar essa experiência para a realidade brasileira", explicou Oswaldo Leal Moraes. "O observatório vai planejar e acompanhar tudo que vai acontecer em termos de biotecnologia e bioeconomia, um setor que faz parte do plano de ação estratégico do Brasil e que representará um salto tecnológico com mais impacto do que foi a transição do sistema analógico para o digital", observou.

Segundo o representante do MCTI, existem diferentes setores – tanto acadêmicos como industriais – envolvidos com o processo de desenvolvimento de programas de biotecnologia no Brasil, a exemplo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expectativa é que o observatório seja implementado até 2015 e represente o pontapé para alavancar o setor.

Diálogos setoriais

A criação do Observatório de Inovação em Biotecnologia no Brasil faz parte dos projetos dos Diálogos Setoriais UE-Brasil, coordenados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e pela Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra), que está apoiando, em sua sétima convocatória, o número recorde de 37 ações. Essas iniciativas receberam recursos de cerca de R$ 3,9 milhões para a realização de eventos, missões internacionais, estudos e produção de publicações sobre temas considerados prioritários pelas duas partes.

Além do encontro do MCTI, a missão europeia passou pela Embrapa, em Brasília, e visitará os laboratórios do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem), em Campinas (SP), e complexos industriais instalados na cidade do Rio de Janeiro. Também está prevista, para outubro, a ida de uma delegação brasileira à unidade do JRC de Bruxelas, na Bélgica, e a participação do grupo na conferência sobre bioeconomia em Turim, na Itália.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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