Ciência e Tecnologia
Palestra debaterá manejo para combate à desertificação
Energias renováveis
O Semiárido em Foco desta sexta-feira (12) terá como tema “Manejo racional dos algarobais espontâneos para o combate à desertificação no Semiárido pernambucano”, e contará com a participação do pesquisador Frans Germain Corneel Pareyn (APNE).
A Algaroba (Prosopis juliflora) é uma árvore da família das leguminosas com altura que varia de 4 a 15 metros. No Brasil, é cultivada principalmente na Região Nordeste, sendo sua introdução realizada a partir de 1942, em Serra Talhada (PE), com sementes procedentes do Peru.
A espécie sobrevive a longas estiagens e se adapta a diferentes tipos de solos (rochosos, arenosos ou salinizados). Em razão de características como precocidade, alta adaptabilidade à estiagem, produção de madeira de boa qualidade e de vagens de elevado valor nutritivo para a alimentação humana e animal, é considerada forte potencial para reflorestamento.
O levantamento feito durante a pesquisa da APNE avaliou a abrangência e localização de povoamentos espontâneos de algaroba, sua disponibilidade de biomassa e seu potencial de produção sustentável no Semiárido pernambucano.
Segundo Frans Pareyn, “a manutenção dos algarobais espontâneos como recursos florestais produtivos não acarreta custos, nem para os proprietários nem para o Estado. Seu papel na segurança alimentar é positivo, uma vez que fornece forragem concentrada para o gado (bovino, caprino, ovino, equino). Também desempenham importante papel na geração de emprego e renda, embora menor que o das lavouras agora abandonadas que os precederam no uso da terra. Sua contribuição para o fornecimento de energia renovável é bastante alto”.
A palestra resulta de estudo realizado pela APNE no período de abril a agosto de 2014, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), no âmbito da parceria com o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) do MMA.
Sobre o programa
O Semiárido em Foco é um programa que integra o Sistema de Gestão da Informação e do Conhecimento no Semiárido Brasileiro e atende à necessidade de democratizar conhecimentos. Pretende é difundir e refletir sobre pesquisas, experiências e conceitos associados ao campo da ciência, tecnologia e inovação para contribuir com novas linhas de pensamento e caminhos para a região.
A iniciativa é resultado de uma ação interna, iniciada em julho de 2011, para socialização e discussão dos estudos e pesquisas realizadas na Estação Experimental do Insa. Organizado em forma de palestras, todas as sextas-feiras à tarde, pesquisadores e técnicos do Instituto apresentavam e discutiam seus planos de trabalho e temáticas relacionadas às áreas de atuação do Instituto Nacional do Semiárido.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















