Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2014 > 09 > Reunião discute atualização do Atlas Mundial da Desertificação

Ciência e Tecnologia

Reunião discute atualização do Atlas Mundial da Desertificação

Mudanças climáticas

Comitê gestor segue reunido até sexta (26), na China. Publicação auxiliará na elaboração de políticas públicas para terras secas
por Portal Brasil publicado: 22/09/2014 15h05 última modificação: 22/09/2014 15h24
Divulgação/Fundaj Processo de desertificação traz consequências danosas para o meio ambiente e para a qualidade de vida no planeta

Processo de desertificação traz consequências danosas para o meio ambiente e para a qualidade de vida no planeta

O Comitê Editorial Novo Atlas se reúne a partir desta segunda-feira (22), até sexta (26), na Universidade de Lanhou, na China, para discutir a atualização do Atlas Mundial da Desertificação. A iniciativa surgiu de demandas expostas na 10ª Conferência das Partes (COP 10) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Seca (UNCCD), realizada em 2012.

Na ocasião, solicitou-se ao Comitê de Ciência e Tecnologia da UNCCD a atualização do Atlas Mundial da Desertificação, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O documento contém informações sobre o avanço da desertificação em escala global e foi elaborado visando a elaboração de políticas de desenvolvimento sustentável de terras secas.

O assessor técnico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), José Roberto de Lima, participa do encontro. O comitê é composto por instituições como a Universidade do Chile e o Instituto Argentino de Zonas Áridas (Iadiza).

Lima explica que o projeto parte da importância de reconhecer relações entre as condições biofísicas e os aspectos sociais e econômicos. "Muitos marcos conceituais têm sido propostos e testados para acomodar essas ligações", afirma.

O assessor ainda lembra que foram estabelecidos novos limites para a discussão conceitual, o enquadramento metodológico e a implementação. "Novos paradigmas foram formulados para o mapeamento e a avaliação da relação entre o homem e o meio-ambiente", destaca.

O que é desertificação?

Desertificação, segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é a transformação de uma região em deserto pela ação de fatores climáticos ou humanos. De acordo com o Dicionário Houaiss, é o processo de modificação ambiental ou climática que leva à formação de uma paisagem árida ou de um deserto propriamente dito.

Nas últimas décadas, vêm ocorrendo um aumento significativo do processo  no mundo inteiro. As áreas mais atingidas são o oeste da América do Sul, o Oriente Médio, o sul da África, o noroeste da China, o sudoeste dos Estados Unidos, a Austrália e o sul da Ásia.

De acordo com último Atlas Mundial da Desertificação, publicado pelo Pnuma), as áreas mais susceptíveis no Brasil estão localizadas na região Nordeste e no Norte de Minas Gerais, no chamado Polígono das Secas. A área corresponde a 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 17% da população brasileira. As condições climáticas da região do sertão – de clima semiárido, caracterizado essencialmente por uma distribuição irregular de chuvas – favorecem o processo de desertificação.

O processo de desertificação traz consequências danosas para o meio ambiente e para a qualidade de vida no planeta, entre outras, a redução da biodiversidade, o patrimônio genético da região, pela eliminação da cobertura vegetal original (desmatamento); perda parcial ou total do solo (erosão, salinização ou alcalinização) ou a diminuição da sua fertilidade e produtividade; diminuição quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos, entre outros problemas infraestruturais.

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Centro de Gestão e Estudos Estratégicos

Fundação Joaquim Nabuco

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Consulta Pública sobre Marco Legal
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Brasil reduz emissão de gás carbônico
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo na atmosfera entre 2005 e 2010
100 anos da Academia Brasileira de Ciências
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Consulta Pública sobre Marco Legal
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo  na atmosfera entre 2005 e 2010
Brasil reduz emissão de gás carbônico
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
100 anos da Academia Brasileira de Ciências

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital