Ciência e Tecnologia
Seminário apresenta desafios para o desenvolvimento do País
Debate
Desafios para o desenvolvimento do País foram tema de seminário promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) com os novos coordenadores de área da agência, em Brasília (DF).
Em sua palestra, o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Alvaro Prata, defendeu a necessidade de o Brasil usar novos instrumentos e políticas transformadoras de realidades e de pessoas para alcançar o nível de países desenvolvidos.
"O Brasil tem boa ciência, mas a nossa ciência não é amplamente convertida em benefícios econômicos e sociais e temos pouca inovação em muitos setores industriais", ressaltou o representante do MCTI, ao apontar avanços alcançados em setores como petróleo, aviação e na agricultura a partir do investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O evento aconteceu nessa quarta-feira (10).
"A nossa responsabilidade como educadores tem que envolver também a transformação das pessoas para que elas possam ser empreendedoras", enfatizou Prata, ao citar países que apostam na formação de doutores e investem acima de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em P&D – entre eles, Estados Unidos, China, Japão e Alemanha – enquanto o Brasil investe pouco mais de 1%.
O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, defendeu a internacionalização das universidades brasileiras. Já o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), João Fernando Gomes de Oliveira, traçou um histórico da criação da organização social, que busca credenciar instituições de excelência para financiar projetos em conjunto com as empresas. Atualmente são 13 instituições credenciadas em todo o País.
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Glaucius Oliva, falou da atuação dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs), que agregam competências em rede de diferentes instituições como foco na pesquisa de fronteira e na inovação. Ele destacou, ainda, o investimento das fundações estaduais de amparo à pesquisa.
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