Ciência e Tecnologia
Acordo prevê criação de centro na área de semicondutores em BH
Cooperação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) assinaram um memorando de entendimento para criar o Centro de Treinamento de Projetistas e de Tecnologias de Fabricação de Circuitos Integrados de Belo Horizonte (CT-BH).
O documento foi assinado nessa segunda-feira (6), na capital mineira, pelo ministro Clelio Campolina Diniz, pelo presidente da fundação, Mario Neto Borges, e pelo reitor Jaime Ramírez durante a cerimônia de entrega do Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica e a solenidade de lançamento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Minas Gerais, na abertura da 2ª Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Escolas técnicas (Febrat).
A proposta é capacitar profissionais para criar componentes para áreas de circuitos integrados e dispositivos semicondutores, usando micro e nanotecnologia.
A criação do CT, que vai funcionar no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), pretende suprir uma demanda do mercado regional pelos semicondutores – essenciais para indústrias de tablets, celulares e computadores.
"O caminho da informática é a capacitação de recursos humanos, se nós queremos realmente atrair investidores, criar condições objetivas para um desenvolvimento desta atividade em Minas Gerais", ressaltou o ministro Campolina. A previsão é que até março de 2015 ao menos 30 alunos comecem a ser formados pelo centro.
O centro de treinamento do Programa CI-Brasil vai adotar os moldes de outros dois já existentes em Porto Alegre (RS) e Campinas (SP). O programa tem o objetivo de desenvolver um ecossistema em microeletrônica brasileiro para inserir o País no mercado internacional.
Formação
Durante o período de formação – que varia de 11 a 12 meses – os alunos receberão uma bolsa de apoio do CNPq e vão atuar em três áreas de conhecimento: projetos de sistemas digitais de médio e grande porte; projetos de sistemas eletrônicos analógicos básicos como amplificadores e conversores; blocos eletrônicos de radiofrequência, misturadores e filtros.
Pela proposta, a UFMG fará a coordenação do curso; o MCTI financiará 50% das bolsas do programa e a compra de equipamentos para o aprendizado dos alunos; e a Fapemig também vai destinar recursos para a concessão de bolsas e compra de materiais específicos para o projeto.
Para o presidente da entidade, Mario Neto Borges, a criação do CT-BH contribuirá para diminuir a dependência de Minas e do Brasil pela compra desses componentes de mercados externos, com um custo alto para a indústria. "Quando usa um projeto desta natureza, em que você coloca alta tecnologia e ciência da mais alta qualidade, você vai gerar produtos de maior valor agregado e que vão tornar o País mais competitivo", pontuou.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Em um discurso para uma plateia de estudantes do ensino médio na reitoria da UFMG, o ministro Clelio Campolina ressaltou a importância da participação dos alunos na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).
"É decisivo mobilizar os estudantes da escola básica, educação fundamental e ensino médio para termos uma sociedade mais justa, rica e homogênea. É preciso multiplicar essas atividades porque elas são decisivas", disse. De acordo com o ministro, em 2013, a semana realizou 5.743 eventos em Minas Gerais e mobilizou 252 instituições.
Ao lado do reitor Jaime Ramírez, do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais em exercício, Vicente José Gamarano, e de professores da universidade, o titular do MCTI ressaltou a importância do Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia de Pesquisa Básica para o professor Marcos Assunção Pimenta, do Departamento de Física da UFMG.
Na edição de 2014, o físico recebeu a premiação pela pesquisa com nanotubos de carbono e também pelo trabalho como um dos coordenadores do Centro de Tecnologia em Nanotubos de Carbono (CT-Nanotubos). O local, a partir do ano que vem, vai realizar pesquisas relacionadas ao uso desse insumo e produzir componentes de carbono em larga escala.
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