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Ciência e Tecnologia

Governo Federal trabalha em indicador de inovação

Desenvolvimento Tecnológico

Grupo com esse objetivo reúne pesquisadores e técnicos de diversas instituições para discutir e avaliar possibilidades
por Portal Brasil publicado: 24/11/2014 12h17 última modificação: 24/11/2014 12h17

O governo federal está trabalhando no desenvolvimento de um novo indicador, capaz de medir o resultado da inovação. Pesquisadores, especialistas e técnicos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estiveram reunidos nesta semana, na sede da agência, para discutir e avaliar as bases para isso.

O governo federal está trabalhando no desenvolvimento de um novo indicador, capaz de medir o resultado da inovação. Pesquisadores, especialistas e técnicos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estiveram reunidos nesta semana, na sede da agência, para discutir e avaliar as bases para isso.

O grupo de pesquisadores testou a proposta de indicador composto proposto pela Comissão Europeia usando os dados brasileiros. Os resultados do exercício foram apresentados na oficina de trabalho realizada na ABDI na segunda-feira (17).  O coordenador do trabalho, economista Eduardo Baumgratz Viotti, lembrou que, apesar de o Plano Brasil Maior (PBM) e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) terem como objetivos centrais a promoção do avanço da inovação no país, "esses documentos de política não estabelecem metas definidas em termos de resultados do processo de inovação de forma objetiva ou clara, como acontece com as metas fixadas em termos de dispêndio em pesquisa e desenvolvimento". O desenvolvimento de um indicador à semelhança daquele proposto pela Comunidade Europeia poderia suprir essa lacuna.

A presidenta substituta da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, ressaltou que tem havido crescente aplicação de recursos nas atividades científicas e tecnológicas por parte dos governos federal e estaduais e dos agentes econômicos. No entanto, observou que os indicadores de inovação tecnológica não têm avançado na mesma proporção dos investimentos. "Uma das razões que contribuem para esse problema pode estar relacionada à nossa dificuldade de mensurar a inovação tecnológica", frisou. Ela destacou a importância de recentes estudos com esse objetivo, como a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), criada pelo IBGE em 2000 e divulgada a cada três anos, e a Sondagem de Inovação, coordenada e divulgada trimestralmente pela ABDI desde 2010.

Segundo o economista e consultor da pesquisa Leonardo Rodrigues Mattos da Costa, para a composição do novo indicador será identificado um conjunto de possíveis indicadores e avaliadas as qualidades e limitações de diversas pesquisas. "Na segunda etapa do trabalho apresentaremos as principais recomendações, assim como sugestões de aperfeiçoamento das próprias pesquisas e sondagens de inovação", explicou. Segundo Costa, os pesquisadores terão como base a Pintec e outros estudos que aferem as taxas de crescimento de pessoal ocupado, como o Cadastro Central de Empresas, além das pesquisas PIA, PAS, Paic e PAC, todas do IBGE.

Os resultados do esforço de pesquisa com os dados brasileiros serão entregues à Comissão Europeia. Com isso, será possível abrir um diálogo e eventualmente aperfeiçoar o indicador proposto na Europa para que seja adequado também à realidade de países complexos e em desenvolvimento com o Brasil, a Índia e a China. "O objetivo é divulgar e expor o material consolidado para toda a comunidade acadêmica, discutir com especialistas e técnicos em política industrial e avaliar as sugestões", adiantou Maria Luisa.

O trabalho em curso é fruto de uma parceria firmada em 2014 entre a ABDI, o CGEE e o IBGE, e conta com o apoio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e dos institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Nacional de Propriedade Industrial (INPI), entre outros. 

O coordenador do trabalho, economista Eduardo Baumgratz Viotti, lembrou que, apesar de o Plano Brasil Maior (PBM) e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) terem como objetivos centrais a promoção do avanço da inovação no país, "esses documentos de política não estabelecem metas definidas em termos de resultados do processo de inovação de forma objetiva ou clara, como acontece com as metas fixadas em termos de dispêndio em pesquisa e desenvolvimento". 

A presidenta substituta da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, ressaltou que tem havido crescente aplicação de recursos nas atividades científicas e tecnológicas por parte dos governos federal e estaduais e dos agentes econômicos. 

"Uma das razões que contribuem para esse problema pode estar relacionada à nossa dificuldade de mensurar a inovação tecnológica", frisou. Ela destacou a importância de recentes estudos com esse objetivo, como a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec), criada pelo IBGE em 2000 e divulgada a cada três anos, e a Sondagem de Inovação, coordenada e divulgada trimestralmente pela ABDI desde 2010.

Segundo o economista e consultor da pesquisa Leonardo Rodrigues Mattos da Costa, para a composição do novo indicador será identificado um conjunto de possíveis indicadores e avaliadas as qualidades e limitações de diversas pesquisas.

"Na segunda etapa do trabalho apresentaremos as principais recomendações, assim como sugestões de aperfeiçoamento das próprias pesquisas e sondagens de inovação", explicou.

Segundo Costa, os pesquisadores terão como base a Pintec e outros estudos que aferem as taxas de crescimento de pessoal ocupado, como o Cadastro Central de Empresas, além das pesquisas PIA, PAS, Paic e PAC, todas do IBGE.

Os resultados do esforço de pesquisa com os dados brasileiros serão entregues à Comissão Europeia. Com isso, será possível abrir um diálogo e eventualmente aperfeiçoar o indicador proposto na Europa para que seja adequado também à realidade de países complexos e em desenvolvimento com o Brasil, a Índia e a China.

"O objetivo é divulgar e expor o material consolidado para toda a comunidade acadêmica, discutir com especialistas e técnicos em política industrial e avaliar as sugestões", adiantou Maria Luisa.

O trabalho em curso é fruto de uma parceria firmada em 2014 entre a ABDI, o CGEE e o IBGE, e conta com o apoio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e dos institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Nacional de Propriedade Industrial (INPI), entre outros.

Fonte:

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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