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Meio Ambiente

Instituto Mamirauá inicia monitoramento de quelônios da Amazônia

Pesquisa ambiental

Início da estação seca é ideal para analisar ecologia reprodutiva de três espécies de quelônios da região do Médio Solimões
por Portal Brasil publicado: 06/11/2014 17h25 última modificação: 06/11/2014 17h25

Pesquisadores do Instituto Mamirauá aproveitam a chegada da estação seca da Amazônia para estudar a ecologia reprodutiva de três espécies de quelônios da região do Médio Solimões: a iaçá (Podocnemis sextuberculata), o tracajá (Podocnemis unifilis) e a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa).

Neste período mais seco, algumas áreas, antes alagadas, se convertem em belas praias arenosas, local ideal para a desova dessas espécies.

O monitoramento é feito pelo Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Quelônios do instituto, que é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

"Com essa pesquisa, a longo prazo,  podemos avaliar diversos aspectos da biologia e ecologia reprodutiva desses animais. Ampliando o conhecimento científico sobre eles e colhendo dados que poderão subsidiar estratégias de conservação dessas espécies de quelônios", afirma a pesquisadora do Instituto, Ana Júlia Lenz.

Procedimento

O monitoramento acontece desde a desova até a saída dos filhotes do ninho. Os pesquisadores percorrem as praias durante toda a noite, período preferido pelas fêmeas para desovar.

Quando são encontradas fêmeas, elas são capturadas para realizar uma medição, pesagem e marcação nos cascos, sendo em seguida liberadas. Já os ninhos encontrados são marcados por GPS, e é feita a biometria dos ovos (medição e pesagem).

Esses ninhos são acompanhados durante toda a temporada reprodutiva, até a emergência dos filhotes.

Após o nascimento, esses animais também têm seus dados individuais coletados e, após a marcação, são devolvidos ao local de nascimento.

Classificação

As três espécies analisadas são classificadas como "quase ameaçadas" na lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

"Apesar de terem um grau de ameaça, ainda existem muitas lacunas no conhecimento da ecologia e biologia dessas espécies", explica Ana Julia.

Pesquisas

Os pesquisadores estudam parâmetros como o sucesso de eclosão; o número de ovos que realmente geram filhotes viáveis; se existe relação entre o tamanho da fêmea e o tamanho dos ovos ou filhotes; temperatura de incubação do ninho; os locais preferidos pelas fêmeas para fazer seu ninho.

Outra linha de pesquisa do programa é o monitoramento populacional dessas três espécies de quelônios amazônicos, visando o entendimento sobre o status das populações dessas espécies na Reserva Mamirauá.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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