Ciência e Tecnologia
MCTI e Sebrae reforçam parceria pela competitividade dos pequenos negócios
Cooperação técnica
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) firmaram acordo, nesta última quinta-feira (6), para aprofundar a cooperação entre as pequenas empresas do País.
O objetivo é aliar o conhecimento científico e tecnológico com empreendedorismo para ampliar a competitividade das micro e pequenas empresas brasileiras e impulsionar o desenvolvimento. Além disso, o acordo permitirá a convergência de ações entre o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), o ministério, o Sebraetec, o Sebrae, e outros programas de inovação nas empresas.
O documento de cooperação técnica foi assinado pelo ministro do MCTI, Clelio Campolina Diniz, e pelo presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Pereira Barreto Filho. O diretor técnico da entidade, Carlos Alberto dos Santos, que também foi signatário, destacou o trabalho conjunto com o MCTI por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Finep e, especialmente, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).
De acordo com Carlos Alberto, as ações e o alcance das iniciativas – a exemplo de oficinas tecnológicas, palestras, atendimento – têm sido crescentes desde 2011, quando foram promovidas 368 atividades pelo Sebrae na semana nacional, com a participação de 5.390 empresas, em 23 unidades da federação, com investimentos em torno de R$ 4 milhões.
Em 2014, foram mais de 16 mil empresas envolvidas nos eventos, o que representou uma movimentação de recursos da ordem de R$ 21,4 milhões. "Esse acordo não é um ponto de partida, mas a consolidação de uma larga cooperação. A partir dele, serão melhoradas e otimizadas uma gama de possibilidades", afirmou.
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT)
Um dos resultados desta parceria pode ser confirmado durante a SNCT. O evento teve a coordenação nacional do MCTI e buscou popularizar a ciência e mostrar a sua importância à sociedade, estimulando atividades de educação científica.
Como de costume, as ações foram realizadas com a colaboração de entidades públicas e privadas. Parceiro da iniciativa, o Sebrae realizou 864 atividades em todos os estados na edição deste ano, promovida entre os dias 13 e 19 de outubro.
O balanço da SNCT foi apresentado pelo diretor técnico do Sebrae durante a assinatura do acordo,.
Cooperação técnica
O documento assinado ontem (6) no CNPq, em Brasília, prevê a definição de uma estratégia nacional direcionada às empresas incubadas para desenvolver projetos que utilizem o programa Sebraetec, alinhado com o desenvolvimento de uma rede Sibratec para as suas respectivas incubadoras.
A meta é investir na capilaridade desses programas e fomentar projetos de cooperação envolvendo micro e pequenas empresas nacionais e instituições científicas e tecnológicas (ICTs), voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento.
A parceria prevê a construção de fóruns – espaços de debate, apresentação de casos de sucesso e oficinas para elaborar modelos de inovação para as micro e pequenas empresas – e a ampliação do número de empreendimentos atendidos e do portfólio de serviços ofertados pelo Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas (SBRT).
Também serão disseminados novos modelos de atendimento tecnológico, como o Tecshop, metodologia baseada na Rede Techshop nos EUA, que proporciona aos clientes o acesso a equipamentos, ferramentas e softwares, e centros de aprendizagem especializados para garantir que os empreendedores consigam transformar ideias em negócios.
Outra frente é o apoio à implementação do projeto SibratecShop, com o objetivo de ofertar acesso à infraestrutura e apoiar empreendedores e empresas nascentes e incubadas.
Expansão tecnológica
O ministro Campolina apontou a inserção nacional do Sebrae como um importante instrumento para viabilizar o acesso ao conhecimento científico e tecnológico.
O ministério, conjugado com instituições como o CNPq , pretende acessar todo o sistema acadêmico universitário e fazer essa ponte com a entidade. "Essa é a riqueza da aliança. A capilaridade consiste em acessar as pequenas e médias empresas, mobilizando a competência científica e tecnológica brasileira para modernização destes negócios".
O titular do MCTI falou ainda da importância de apoiar as pequenas empresas para o desenvolvimento do país e da participação delas em inovações radicais. "A estrutura produtiva está permanentemente mudando, então surgem novos setores e novas atividades, e são estes novos empreendedores que vão modernizar o sistema", disse.
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