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Ciência e Tecnologia

Ministro destaca importância do Programa Plataformas do Conhecimento

Desenvolvimento científico

Para Clelio Campolina, PNPC é uma forma de se construir uma nova base social mais justa e igualitária
por Portal Brasil publicado: 20/11/2014 16h12 última modificação: 20/11/2014 16h12

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz participou, nesta quarta-feira (19), da abertura do 30º Encontro Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e de Pós-Graduação (Enprope), realizado em Águas de Lindóia (SP).

Durante sua fala, o ministro ressaltou que o Programa Nacional Plataformas de Conhecimento (PNPC) é uma forma de se construir uma nova base social mais justa e igualitária, na medida em que a iniciativa federal atenderá à necessidade do desenvolvimento científico e tecnológico do país, atrelado aos meios de produção.

"As políticas públicas voltadas a diminuir as desigualdades sociais, muito importantes nas últimas décadas, têm um limite. Somente com o avanço da produção, a partir da educação, da ciência e da tecnologia, poderemos alcançar uma sociedade menos desigual", disse o ministro.

Lançado em junho pela presidenta Dilma Rousseff, o PNPC reúne os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em torno de áreas estratégicas para o país, como petróleo, aeronáutica e bioenergia.

Por meio do programa, poderão ser constituídos arranjos público-privados para a articulação de competências com base em uma infraestrutura de ciência e tecnologia e inovação (CT&I) avançada, envolvendo universidades, instituições de pesquisa e empresas.

Pesquisa e desenvolvimento social

Também presente ao evento, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Almeida Guimarães, destacou o papel fundamental da pesquisa no progresso dos países desenvolvidos e comparou dados de produção científica e seus impactos nos índices de desenvolvimento social.

Segundo ele, países com maior produtividade científica, medida a partir do número de "papers" publicados, aplicam mais de 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e inovação. O Brasil hoje ocupa 13º lugar no ranking de produção científica, e almeja estar entre os dez primeiros até 2024. "Para melhorarmos nos rankings internacionais ou aumentarmos o impacto de nossa pesquisa, é preciso aumentar o investimento e alcançar os 2% do PIB", observou Guimarães.

Pós-graduação

De acordo com a pró-reitora de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Maria José Soares Mendes Gianniniela, nos últimos 30 anos, o crescimento da pós-graduação e da pesquisa no país é "extremamente relevante". "Devemos agora nos esforçar em aumentar o impacto de nossa ciência internacionalmente e também para a nossa sociedade".

Maria José preside o comitê organizador do Enprope, cuja edição, em 2014, marca os 30 anos do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop). "O encontro é um marco importante do fórum para a formulação de políticas públicas que visam diminuir as assimetrias regionais do sistema de pós-graduação brasileiro", disse Maria José.

Participaram também da cerimônia de abertura, a vice-reitora da Unesp, Marilza Vieira Cunha Rudge, o presidente do Foprop, Isac Almeida de Medeiros, além de pró-reitores das 211 instituições que integram o Foprop.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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