Ciência e Tecnologia
Mostra brasileira de foguetes reuniu cerca de 600 estudantes
Popularização da ciência
Cerca de 600 estudantes do ensino médio de 25 estados e do Distrito Federal participaram da 8ª Mostra Brasileira de Foguetes (MobFog) e da 6ª Jornada de Foguetes, em Barra do Piraí (RJ).
Os alunos participantes representaram mais de 60 mil estudantes que disputaram competições internas ao longo do ano em suas instituições de ensino. A competição terminou neste domingo (2), com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador da Mostra, João Canalle, o evento é uma grande oportunidade dos estudantes desenvolverem a criatividade e aprender a conectar conhecimentos.
“A maioria está acostumada a produzir trabalhos escolares no computador. Na escola, eles estudam o lançamento de uma pedra sem atrito. Na realidade, o problema fica muito mais complexo. Então, eles ficam mais perto da verdadeira ciência”, afirma Canalle.
Inovação
Em substituição a metais, combustíveis fósseis e muita fumaça, os protótipos produzidos pelos alunos eram de garrafas PET. Eles subiam movidos pelo gás produzido com a reação química entre vinagre e bicarbonato de sódio. Com um rastro de espuma, os foguetes decolavam para chegar o mais longe que pudessem.
"Tivemos um que atingiu 248 metros de distância. Em anos anteriores, chegamos a registrar 275 metros", registrou o professor.
Oportunidade
A competição irá distribuir 35 bolsas de iniciação científica, financiada pelo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para os melhores alunos participantes.
São Paulo e Ceará foram os estados com maior número de representantes. Cada um participou com 25 escolas públicas e duas particulares.
Até lançar um foguete, com apoio de um colega de turma, o cearense Fábio Souza, da Escola Estadual Theolina Muryllo Zaca, tentou, pelo menos, 20 lançamentos. O trabalho começou em fevereiro, na própria escola e fora do horário de aula.
"Foram várias tentativas para atingir uma melhor proporção do material. Trabalhamos no contraturno para fazer os cálculos do vinagre e do bicarbonato. Estudamos bastante", ressalta o estudante.
Para Canalle, além de despertar o interesse científico, a iniciativa garante a autoestima dos alunos. "Quando estudamos a vida de pesquisadores, percebemos que são pessoas comuns que se dedicaram a algum problema particular e encontraram soluções que se tornaram leis da natureza”, assinala o professor.
Fontes:
Agência Espacial Brasileira
Agência Brasil de Comunicação
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