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Ciência e Tecnologia

Usina de enriquecimento fornecerá urânio para Angra 1

Energia nuclear

Produto concedido pelas Indústrias Nucleares do Brasil será utilizado na fabricação dos elementos combustíveis
por Portal Brasil publicado: 07/11/2014 15h32 última modificação: 07/11/2014 16h27

Em operação contínua desde 2009, a usina de enriquecimento do urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ), irá fornecer pela primeira vez urânio enriquecido (UF6) para a usina de Angra 1. Até junho de 2015, todo o UF6 produzido na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN) será usado na fabricação dos elementos combustíveis que comporão a 22ª recarga de Angra 1.

Essa produção representará aproximadamente 80% do urânio a ser utilizado na recarga. Anteriormente, a operação de enriquecimento de urânio era 100% contratada em empresas no exterior, o que correspondia a cerca de 30% do custo de fabricação do combustível nuclear.

O projeto da FCN Enriquecimento tem capacidade de atender 100% da demanda de Angra 1. Atualmente, já se encontram em andamento novos estudos para a expansão da capacidade de enriquecimento visando atender a toda demanda nacional.

De acordo com a gerente de Processos e Qualidade, Janine Gandolpho da Rocha, a implantação da FCN Enriquecimento acontece de forma gradual. "Na INB, os Módulos de Cascatas de Ultracentrífugas vêm sendo instalados desde o ano 2000".

Hoje, já são cinco Cascatas em funcionamento com capacidade para produzir anualmente cerca de 6,5 toneladas (t) de UF6 a 4% de teor isotópico", explicou a gerente. Ela salientou ainda que a meta é que a produção anual atinja 8,5 t de UF6 até o fim de 2015, com a implantação de mais uma Cascata de Ultracentrífugas.

Segundo Janine, este será um momento histórico para a empresa, pois a produção do UF6 pela INB representa uma grande economia para o setor, que dependia exclusivamente de fornecimento externo. Em dados, Janine explicou que estão sendo acumulados aproximadamente 16 toneladas de UF6 para a recarga de Angra 1, correspondendo a oito cilindros deste material.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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