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Ciência e Tecnologia

Ministério e LNLS assinam contrato para construção do projeto Sirius

Energia Nuclear

Nova fonte de luz síncroton do País, denominada Sirius, levará Brasil à liderança mundial de geração de classe de energia
por Portal Brasil publicado: 18/12/2014 11h58 última modificação: 12/01/2015 17h43

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, e o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Antonio José Roque da Silva, assinaram, em 19 de dezembro de 2014, o contrato de construção do prédio que irá sediar a nova fonte de luz síncrotron brasileira, de última geração.

O evento foi realizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A empresa responsável pela obra, no valor de R$ 510 milhões, é a Racional Engenharia.

Denominado projeto Sirius, a nova fonte de luz será uma ferramenta científica de grande porte, usada na análise dos mais diversos materiais, orgânicos e inorgânicos. O edifício que abrigará o Sirius será instalado em uma área de 150 mil metros quadrados, contígua ao campus do CNPEM.

O terreno foi desapropriado e cedido pelo Governo do Estado de São Paulo. A maior parte do projeto Sirius, orçado em R$ 1,3 bilhão, será financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A nova fonte de luz será composta por um conjunto de aceleradores de elétrons de última geração, por estações experimentais e por um edifício de 68 mil metros quadrados que abrigará todo este complexo.

O prédio está entre as obras civis mais sofisticadas já construídas no país, com exigências de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes, que desafiam a engenharia brasileira.

A previsão é a de que Sirius esteja pronto para emitir seu primeiro feixe de luz em 2017, enquanto a abertura para pesquisadores deverá ocorrer em 2018.

Benefícios

A fonte de luz do Sirius foi projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia, o que deverá levar o Brasil à liderança mundial de geração de luz síncrotron.

Sua infraestrutura será aberta e poderá ser usada por pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, permitindo o avanço em áreas estratégicas para o país, como agricultura, saúde e energia.

Os investimentos no Sirius permitirão ao Brasil manter a sua competitividade nas próximas décadas em áreas estratégicas como nanociência, biologia molecular estrutural – base para o desenvolvimento de fármacos – materiais avançados e energias alternativas, dentre várias outras.

Sobre o LNLS

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) localiza-se em Campinas (SP) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social qualificada pelo MCTI.

Desde 1997, a unidade é responsável pela operação da única fonte de luz sincrotron da América Latina, uma máquina de segunda geração, totalmente projetada e construída no Brasil.

O síncrotron brasileiro possui hoje 18 estações experimentais (chamadas linhas de luz) voltadas ao estudo de materiais orgânicos e inorgânicos por meio de técnicas que empregam radiação eletromagnética desde o infravermelho até os raios X.

Da mesma forma, o projeto Sirius está sendo desenvolvido pelo LNLS, de modo a assegurar uma grande participação de empresas nacionais na fabricação de seus componentes.

Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma Organização Social (OS) qualificada pelo MCTI.

Localizado em Campinas (SP), possui quatro laboratórios que são referência mundial e estão abertos à comunidade científica e empresarial.

Além do LNLS, o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o País.

As quatro unidades têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

Fonte:

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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