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Ciência e Tecnologia

Pesquisadores detalham previsão climática para os próximos três meses

Estudos climáticos

Chuvas devem ocorrer abaixo da média no Norte da Amazônia e Semiárido nordestino. Sul terá chuvas acima da média
por Portal Brasil publicado: 16/01/2015 13h14 última modificação: 16/01/2015 18h07

“Estamos vivendo um momento ímpar de extremos climáticos acontecendo, notadamente secas”, afirmou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, durante entrevista coletiva concedida nesta sexta (16), em Brasília.

A anomalia climática não é um fenômeno isolado, mas sim já vem ocorrendo a longo prazo, com chuvas abaixo da média na região Sudeste e cheias na região amazônica.

“O Brasil está vivendo um momento delicado no tocante ao clima, com impacto imediato na economia e no âmbito social”, completou o secretário Carlos Nobre.

Os dados divulgados e comentados também por demais cientistas fazem parte da ‘Previsão Climática Sazonal’ do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e correspondem ao trimestre fevereiro-março-abril.

A iniciativa contribui para que o poder público adote as medidas necessárias para evitar ou reduzir danos e prejuízos à população, à infraestrutura e à economia do País.

Previsão

De acordo com Paulo Nobre, a previsão é de chuvas abaixo da média ao norte da região amazônica. Já na região Sul haverá chuvas acima da média e o abaixo do esperado será observado no Semiárido do Nordeste – excluída a parte litorânea.

“São nessas três regiões que nos permitem fazer uma análise equiprovável, visto os conhecimentos presentes e as condições oceânicas favoráveis”, relatou o pesquisador do Inpe, indicando que as condições oceânicas globais foram responsáveis por essa projeção. 

Sem embargo para o Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul não há como aferir com precisão o quadro climático. “O que podemos dizer é que será um período com precipitações em torno ou abaixo da média”, relatou Paulo.

Panorama Sudeste

Para o Sudeste, as chuvas em janeiro estão em baixo da média, mas isso não significa que em fevereiro o panorama não possa mudar.

“Em São Paulo temos baixas precipitações, mas intensas, que causam granizo, descarga elétrica e inundações. É isso que tem acontecido na capital, chuvas isoladas, mas localizadas”, relatou Carlos Nobre.

Para os próximos dias, o quadro atual permanece para a região do sistema Cantareira, que abastece a capital Paulista. 

Agricultura

O setor agrícola, em especial a agricultura resiliente, deve estar preparado para variabilidade do clima. Isso porque os extremos – seca e chuvas intensas – serão cada vez mais frequentes. 

Condições atuais

No presente, as regiões Sudeste e Centro-Oeste sofrem com chuvas abaixo da média para a época. Em contrapartida, o Nordeste apresenta chuvas regulares, enquanto no Sul verifica-se chuvas acima da média.  

“Essa alteração se deve ao fenômeno conhecido como ‘El Niño’ presente no Oceano Pacífico. Isso é um pré-condicionador de chuvas abaixo da média para o Brasil. A região Sudeste também é fortemente influenciada pela alteração no Oceano Atlântico”, afirmou o pesquisador do Inpe, Paulo Nobre.

Grupo de trabalho

O GT ‘Previsão Climática Sazonal’ do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reúne as maiores lideranças na área de previsão climática no País e foi instituído por meio da portaria 1.206, de 22 de novembro de 2013.  

Participam do grupo pesquisadores renomados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden); e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Fonte:
Portal Brasil com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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