Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2015 > 01 > Brasileiros fazem treinamento de absorção de tecnologia na França

Ciência e Tecnologia

Brasileiros fazem treinamento de absorção de tecnologia na França

Sistemas espaciais

Capacitação inclui profissionais que irão trabalhar em duas estações de controle do satélite, em Brasília e no Rio de Janeiro
por Portal Brasil publicado: 28/01/2015 16h00 última modificação: 28/01/2015 16h00

Esta semana, um novo grupo de engenheiros das Forças Armadas viaja para Cannes (França), para atividades de treinamento para absorção de tecnologia nas instalações da Empresa Thales Alenia Space (TAS). A atividade é prevista no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Esses profissionais se juntarão a outros brasileiros da Aeronáutica, da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Empresa Visiona, que já passaram pelos cursos básico e avançado e, hoje, atuam dentro da Thales, contratada pelo Brasil para ser a fornecedora do satélite.

O processo de absorção de tecnologia consiste em capacitar os profissionais que trabalharão principalmente nas duas estações de controle do satélite, em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com o diretor de Política Espacial da AEB, Petrônio Noronha de Souza, o programa de absorção de tecnologia, previsto na contratação do SGDC, começou em 2014, quando foram enviados 26 brasileiros que passaram pela fase de cursos introdutórios e avançados na empresa.

Este ano, começa a segunda etapa do programa e o novo grupo de técnicos e engenheiros completam o novo contingente, com um total de quatro representantes da AEB, oito do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dez do Ministério da Defesa (MD), nove da Visiona, seis da Telebras e dois do Ministério das Comunicações, num total de 39 profissionais.

Segundo o representante do MD no Grupo-executivo do Projeto, coronel Edwin Pinheiro da Costa, os profissionais do ministério e da Telebras trabalharão diretamente no projeto e também devem contribuir com a parte de transferência de tecnologia futuramente.

“Ao retornarem ao Brasil, eles poderão assumir atividades de controle do satélite, nos centros de operação. Com a experiência adquirida, também estarão aptos a atuar no desenvolvimento de futuros projetos espaciais”, disse.

Segundo Costa, a parte de transferência de tecnologia inclui ainda o treinamento de profissionais de empresas de tecnologia aeroespacial que, futuramente, se tornarão aptos a construir módulos componentes de satélites.

O representante do MD no Comitê Diretor do Projeto SGDC, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, explica que esse processo de capacitação da indústria nacional servirá também para apoiar o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese), que prevê a construção de outros satélites com a participação da indústria nacional.

“Estamos abrindo uma porta para que essa tecnologia ingresse no país. Temos o MCTI, AEB e outros órgãos diretamente envolvidos no processo de transferência de tecnologia para que possamos, no futuro, construir um satélite como esse no Brasil”, destaca.

“O ganho maior é essa absorção de tecnologia por parte do nosso pessoal e das nossas empresas para que, no futuro, possamos ingressar nesse mercado”, completa o brigadeiro frisando que, hoje, diversos serviços meteorológicos são prestados por empresas estrangeiras, o que deverá mudar quando o País passar a dominar tal tecnologia.

Em dezembro último, uma equipe do MD participou, em Toulouse, na França, da etapa de revisão crítica do projeto, na qual foram ajustados alguns detalhes técnicos finais do projeto.

O SGDC terá uma banda X, voltada as comunicações militares, e uma banda Ka, para uso de comunicação civil no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016, o satélite será o primeiro a ser 100% controlado pelo governo.

Fonte:
Agência Espacial Brasileira

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Consulta Pública sobre Marco Legal
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Brasil reduz emissão de gás carbônico
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo na atmosfera entre 2005 e 2010
100 anos da Academia Brasileira de Ciências
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Consulta Pública sobre Marco Legal
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo  na atmosfera entre 2005 e 2010
Brasil reduz emissão de gás carbônico
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
100 anos da Academia Brasileira de Ciências

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital