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Ciência e Tecnologia

Ministro enfatiza papel de grupo de cientistas para reduzir danos do clima

Estudos climáticos

Aldo Rebelo destaca a importância do trabalho dos pesquisadores. Iniciativa contribui para mitigação das mudanças climáticas
por Portal Brasil publicado: 16/01/2015 17h56 última modificação: 16/01/2015 17h58

O Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizou nesta sexta-feira (16) sua primeira reunião de 2015, em busca de elaborar prognósticos para o próximo trimestre, de fevereiro a abril.

Confira os dados climáticos divulgados por pesquisadores para os próximos três meses.

Para o titular da pasta, Aldo Rebelo, a iniciativa contribui para que o poder público adote as medidas necessárias para evitar ou reduzir danos e prejuízos à população, à infraestrutura e à economia do País.

"A previsão climática de curto prazo ajuda o Estado a tomar iniciativas e providências no sentido de reduzir danos civis resultantes de problemas climáticos", disse Aldo, na abertura da reunião.

"E nós sabemos que essas adversidades atingem principalmente a população mais pobre, mais vulnerável, tanto nos problemas causados pela seca como pelo excesso das águas."

Grupo de estudo

Esta é a primeira reunião de 2015 do GTPCS, que é formado pelas maiores lideranças na área de previsão climática do País. Os encontros do grupo ocorrem mensalmente, e os pesquisadores divulgam a previsão para o trimestre seguinte.

Nesta sexta (16), a reunião está sendo coordenada pelo meteorologista Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI).

O ministro Aldo Rebelo participou da abertura do evento, que acontece na Sala Álvaro Alberto, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), em Brasília.

Aldo ressaltou que as previsões trimestrais do GTPCS, instituído pelo MCTI em novembro de 2013, colaboram para proteger, além da população vulnerável, "a infraestrutura do País, também atingida muitas vezes duramente por desastres naturais", e a "ação privada na economia", já que uma maior previsibilidade climática pode orientar investimentos empresariais.

Mitigação

Aldo Rebelo afirmou que o trabalho do GTPCS "já contribuiu no ano passado para reduzir os danos da seca no Nordeste e das enchentes em Rondônia", por exemplo.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, que coordena o grupo, recordou extremos climáticos impactantes dos últimos anos.

"Começamos com talvez o maior desastre natural da história do Brasil, em termos de mortes e feridos, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011", comentou.

"Depois, nós tivemos uma sequência de dois anos de secas intensas no Nordeste do Brasil. Já em 2014, nós vivemos uma seca atípica, talvez a mais intensa do Sudeste em muitas décadas, certamente a mais intensa no registro histórico da Grande São Paulo."

Com o GTPCS, segundo Nobre, o ministério reuniu a competência, antes dispersa, de pesquisadores de instituições de todo o território nacional, com destaque para:

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI), por meio dos centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI).

Reunião em Brasília

Normalmente, as reuniões ocorrem na sede de algum dos institutos, mas, desta vez, "pela importância do momento que nós vivemos climaticamente no Brasil", conforme pontuou o secretário, "nós conseguimos trazer a reunião para Brasília, para beneficiar o máximo possível o processo de tomada de decisão de mitigação dos impactos dos extremos climáticos que nós vivemos".

De manhã, o grupo realizou uma discussão técnica mais aprofundada. A partir das 14h, a previsão climática para fevereiro, março e abril foi apresentada a gestores dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Integração Nacional (MI); Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG); e Saúde (MS). 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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