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Ciência e Tecnologia

Nuclep constrói o casco do primeiro submarino com propulsão nuclear nacional

Defesa

Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) do governo federal
por Portal Brasil publicado: 19/01/2015 18h07 última modificação: 19/01/2015 18h07

A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está construindo os cascos das cinco unidades do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) do governo federal.

Fruto de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia, firmado em 2008, entre Brasil e França, o Prosub viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nucelar (SN-BR) e mais quatro submarinos convencionais diesel-elétrico.

A Nuclep está encarregada da construção dos cascos resistentes dos submarinos. Para tal, profissionais de diversas áreas, entre elas, engenharia e soldagem, foram enviados à França a fim de conhecer as técnicas de construção da Marinha francesa.

No final do ano passado, a Nuclep recebeu as seções de qualificação, o que atesta a competência técnica da empresa para a produção dos cascos. A seção de qualificação é um dos componentes que será usado na construção dos submarinos. As subseções da construção do primeiro submarino já foram entregues pela Nuclep à Itaguaí Construções Navais (ICN).

A expectativa é que o primeiro dos quatro submarinos convencionais esteja operando em 2017. "Nós esperamos que os quatro submarinos de propulsão convencional estejam prontos no período de 2017 a 2023, e o de propulsão nuclear, de 2023 para 2025", diz o coordenador-geral do Prosub, almirante-de-esquadra Gilberto Max.

"O programa é calcado no tripé: transferência de tecnologia, nacionalização e capacitação de pessoal", ressalta Max.

Tecnologia

A parceria com a França prevê a transferência de tecnologia e expertise para a construção de submarinos mais modernos e qualifica o País a produzir submarinos de propulsão nuclear, o que garante maior autonomia no patrulhamento da costa nacional.

Apenas cinco países no mundo dominam a tecnologia para construção desse tipo de embarcação. São eles: China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia. 

Benefícios

A construção de um submarino com propulsão nuclear representará, de acordo com a Marinha do Brasil, um salto qualitativo em termos de ciência e tecnologia nacional.

As atividades que terão impactos incluem a geração de energia elétrica, o desenvolvimento de novos materiais, a produção de radioisótopos para a medicina e a irradiação de alimentos para conservação.

Somente na construção dos quatro submarinos convencionais, estima-se que cada uma das embarcações a serem produzidos no Brasil contará com mais de 36 mil itens a serem fabricados por mais de 100 empresas brasileiras, incluindo a criação de sistemas, equipamentos e componentes, treinamento para o desenvolvimento e integração de softwares específicos e suporte técnico para as respectivas empresas durante a produção desses componentes.

"Ao final desse programa nós temos certeza de que o nosso país terá adquirido um conhecimento tecnológico muito grande para a nossa indústria, universidades, e uma capacidade que poucos países no mundo têm", aponta o Almir

Leia o texto na íntegra.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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