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Ciência e Tecnologia

Submarinos representam salto para a ciência e a tecnologia, diz almirante

Programa de Desenvolvimento

Projeto inclui a construção de cinco embarcações nacionais. Quatro delas devem estar prontas de 2017 a 2023
por Portal Brasil publicado: 20/01/2015 13h35 última modificação: 20/01/2015 18h05

Com a construção das cinco embarcações que integram o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), do Ministério da Defesa, a Marinha do Brasil destaca a geração de energia elétrica, o desenvolvimento de novos materiais, a produção de radioisótopos para a medicina e a irradiação de alimentos para conservação, como alguns dos benefícios para a ciência e a tecnologia brasileira.

"Ao final desse programa, o País terá adquirido um conhecimento tecnológico muito grande para a nossa indústria, nossas universidades, e uma capacidade que poucos países no mundo têm", avalia o coordenador geral do projeto, o almirante Gilberto Max.

Somente na construção dos quatro submarinos convencionais, estima-se que cada uma das embarcações a serem produzidos no Brasil contará com mais de 36 mil itens a serem fabricados por mais de 100 empresas brasileiras, incluindo a criação de sistemas, equipamentos e componentes, treinamento para o desenvolvimento e integração de softwares específicos e suporte técnico para as respectivas empresas durante a produção desses componentes.

A construção do submarino de propulsão nuclear, o SN-Br, está prevista para começar em 2016 e terminar em 2023, quando a embarcação passará por testes e provas de cais e de mar, sendo transferida, então, para o setor operativo da Marinha do Brasil em 2025.

Os quatro submarinos convencionais devem estar prontos no período de 2017 a 2023, sendo que o primeiro deve entrar em operação já em 2017.

Benefícios

Para a construção das embarcações, além da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), inaugurada em 1º de março de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, encontra-se em construção um complexo de Estaleiro e Base Naval (EBN) às margens da Baía de Sepetiba, no município de Itaguaí (RJ).

Em dezembro do ano passado, a presidenta inaugurou o prédio principal do EBN, que permitirá a fabricação de até dois submarinos simultaneamente.

Na construção e no projeto dos quatro submarinos convencionais e o de propulsão nuclear serão gerados aproximadamente 5,6 mil empregos diretos e 14 mil, informa a Marinha do Brasil.

Na avaliação do órgão federal, isso representa um contingente de pessoas qualificadas em diversos níveis e especialidades, multiplicadores de conhecimento e integrados ao desenvolvimento econômico e social do País.

Dentro das iniciativas do Prosub, existem programas sociais para a região de Itaguaí, como cursos de formação de mão de obra para trabalhar no empreendimento, realizados no próprio canteiro de obras. Já foram formados 438 profissionais nas atividades de soldador, carpinteiro, eletricista, pedreiro, montador, armador e ajudante.

Defesa e soberania

Com quase 10 mil quilômetros de costa, o Brasil possui um dos maiores litorais do mundo. De acordo com a Marinha, os cinco submarinos agregam uma importância estratégica inegável para o País, causando um efeito dissuasório.

"O submarino é exatamente para o País não entrar em guerra, é para evitar a guerra", explica o coordenador geral do projeto, o almirante Gilberto Marx.

Uma das prioridades das embarcações é assegurar meios para negar uso do mar a qualquer concentração de forças inimigas que se aproxime do Brasil por via marítima. Além disso, elas contribuirão para a defesa das bacias petrolíferas brasileiras, com ênfase no pré-sal.

Dados da Marinha mostram que 95% do comércio exterior nacional é transportado por via marítima. Além disso, a extensa área oceânica, adjacente ao continente brasileiro, chamada "Amazônia Azul", contém milhões de metros quadrados de incalculáveis bens naturais.

Segundo o almirante Gilberto Marx, ao contrário dos submarinos convencionais, o SN-Br será empregado em mar aberto, nas chamadas "águas azuis", acompanhando e neutralizando forças navais que ameacem a soberania.

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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