Ciência e Tecnologia
Lançamentos da Embrapa trazem sustentabilidade ao setor produtivo
Transferência de tecnologia
A solenidade de lançamento de tecnologias da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), aconteceu nesta terça-feira (3), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).
Na ocasião, a diretora da Embrapa Vania Castiglioni, destacou a importância do fortalecimento das parcerias da Embrapa com instituições públicas e privadas para a geração de tecnologias que promovam o desenvolvimento de cada região brasileira.
"Temos valorizado muito o trabalho em parceria, porque só assim conseguimos responder aos inúmeros desafios que são postos para a pesquisa de forma ágil e efetiva", relata.
A diretora da Embrapa também reforçou que a Empresa vem investindo em diferentes e variadas frentes do conhecimento para ampliar o leque de oportunidades e de inovação aos diversos sistemas produtivos no campo. "Trabalhamos para trazer mais e melhores opções tecnológicas e para prover alternativas sustentáveis para o produtor rural brasileiro", explica.
Na solenidade de lançamento, o Secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, destacou a importância das parcerias em nível estadual e federal para o aumento da produtividade no campo e na melhoria de renda. "É um orgulho termos a Embrapa como responsável, ao lado de outras instituições, pelo avanço tecnológico brasileiro", diz. "O trabalho da pesquisa se reverte em incremento para a economia do nosso País."
Tecnologia
A Embrapa e a Fundação Meridional lançaram a BRS 1001IPRO, primeira cultivar de soja dessa da tecnologia Intacta RR2 PRO™. Essa tecnologia reúne características como resistência ao herbicida glifosato para o manejo de plantas daninhas e também resistência à toxina Bacillus thuringiensis (Bt), que auxilia no controle de algumas espécies de lagartas.
A BRS 1001IPRO tem as características da tecnologia Intacta RR2 PRO™, associada à base genética da BRS 284, campeã de produtividade para a região indicada: Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Também apresenta elevada estabilidade para as adversidades ambientais.
De acordo com o pesquisador Geraldo Estevam Carneiro, da Embrapa Soja, a rede de experimentação da parceria Embrapa/Fundação Meridional verificou uma produtividade média de 64 sacas/ha da BRS 1001IPRO, superando os melhores padrões de produtividade. "Outro destaque da cultivar é apresentar rendimento expressivo, mesmo em solos de fertilidade mediana", diz o pesquisador.
Com relação à fitossanidade, Carneiro ressalta como ponto forte da nova cultivar a tolerância ao nematoide de galha Meloidogyne javanica, resistência ao cancro da haste, à pústula bacteriana e à mancha olho-de-rã.
Transferência de tecnologia
Com foco nas demandas dos setores produtivos, a Embrapa mantém programas de melhoramento para o desenvolvimento de soja convencional e transgênica. Para o chefe-geral da Embrapa Soja (Londrina, PR), José Renato Bouças Farias, com o lançamento das primeiras cultivares IPRO, a Embrapa passa a ter um portfólio completo de variedades de soja.
"Isso garante aos produtores diferentes soluções competitivas e opções que melhor se adequem ao seu sistema produtivo", enfatiza Farias.
Outras variedades
Também foram lançadas duas variedades de mandioca de mesa (com polpa amarela): BRS 396 e BRS 399. Essas variedades têm como principais características: elevado potencial produtivo, precocidade, polpa de raízes de coloração amarela, reduzido tempo para cozimento, além de resistência à bacteriose e ao superalongamento. As cultivares foram desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético de Mandioca da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF).
Uma coleção de híbridos desse programa de melhoramento foi introduzida em 2010 no Paraná e Mato Grosso do Sul pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), por meio de trabalho conjunto com a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) e a Embrapa Produtos e Mercado (Escritório de Negócios de Dourados).
Por terem a polpa amarela, as duas obtêm vantagem em relação à cultivar padrão, cuja polpa da raiz é creme, pois a coloração amarela tem a preferência do mercado de mandioca de mesa da região. Além disso, a coloração está relacionada à presença de maior quantidade de betacaroteno (precursor da vitamina A).
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