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Ciência e Tecnologia

Relatório do Elat aponta 98 mortes por raios em 2014

Eletricidade Atmosférica

Entre todas as vítimas, 56% vivia na zona rural; 27% realizava atividades agropecuárias e 20% estava dentro de casa
por Portal Brasil publicado: 02/02/2015 17h19 última modificação: 02/02/2015 17h19
Divulgação/AEB Em 2014, o maior número de vítimas foi em São Paulo, Amazonas, Bahia e Maranhão

Em 2014, o maior número de vítimas foi em São Paulo, Amazonas, Bahia e Maranhão

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou o levantamento de mortes causadas por raios em 2014 no País. Os dados referem-se a informações fornecidas pela Defesa Civil, pelo Ministério da Saúde (MS) e pela imprensa.

Foram 98 mortes, uma a menos do que em 2013. As principais circunstâncias de morte permanecem as mesmas de outros anos: 27% das vítimas realizava atividades agropecuárias quando foram atingidas e 20% estava dentro de casa. Entre todas as vítimas, 56% viviam na zona rural.

Os números de São Paulo se destacam em razão de dois acidentes fatais ocorridos no segundo semestre de 2014. Em 7 de novembro, três moradores de rua foram atingidos simultaneamente por um raio e, em 29 de dezembro, quatro banhistas receberam uma descarga em Praia Grande. O episódio do litoral sul foi a segunda maior tragédia provocada diretamente por um raio no Brasil.

Em 2014, as cidades com o maior número de vítimas foram: São Paulo (5); Praia Grande (SP) (4); Pauini (AM), Wanderley (BA) e Igarapé Grande (MA) (2) em cada.

Série

Com os dados de 2014, o Elat completa 15 anos de análises de mortes por raios no País. Pela primeira vez, a série histórica de 2000 a 2014 apresenta a cidade de São Paulo como a recordista em número de mortes por raios. No período, houve 25 mortes por descargas atmosféricas na capital paulista ante 22 fatalidades em Manaus (AM), que até 2013 era primeira colocada no ranking.

O estado de São Paulo se mantém com o maior número de vítimas, com 288 casos em 15 anos. Minas Gerais teve, no período, 132 mortes e o Rio Grande do Sul, 130.

Nos primeiros dez anos de pesquisa, em nove anos o número de mortes superou uma centena. Entre 2010 e 2014, apenas em um ano o número de mortes foi maior do que 100. “Estes números [de agora] sugerem uma redução nas mortes por raios no País, possivelmente devido ao aumento de informações sobre prevenção”, diz o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior.

Fonte:
Agência Espacial Brasileira

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