Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2015 > 02 > Sistema de monitoramento costeiro mede nível do mar

Ciência e Tecnologia

Sistema de monitoramento costeiro mede nível do mar

Estação maregráfica

Equipamento que está em operação desde janeiro registra a elevação da maré, em zonas urbanas, permitindo a previsão de riscos de inundação
por Portal Brasil publicado: 09/02/2015 16h24 última modificação: 09/02/2015 16h24

O Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta) instalou sua primeira estação maregráfica nas proximidades do Molhe Oeste da Barra de Rio Grande (RS). O equipamento foi financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e destina-se a medições precisas do nível do mar e de outros parâmetros meteorológicos.

O equipamento está em operação desde janeiro. Segundo o coordenador do sistema, Carlos Garcia, estações maregráficas registram a elevação da maré em zonas urbanas de maneira a permitir a previsão de riscos de inundação em áreas costeiras, devido ao aumento progressivo do nível do mar.

No caso do SiMCosta, o monitoramento fica ainda mais detalhado porque o projeto se conecta à Rede Altimétrica de Alta Precisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Raap/IBGE), que fornece a altitude exata de pontos do território nacional.

"O SiMCosta visa à implantação e à manutenção de um sistema observacional, constituído de plataformas, fixas ou flutuantes, dotadas de sensores meteorológicos e oceanográficos necessários para monitorar as propriedades físicas, químicas e biológicas das águas costeiras", explica o coordenador.

Garcia informa que mais 11 estações maregráficas devem ser instaladas, ainda em 2015, em municípios litorâneos: Imbituba (SC), Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Porto Seguro (BA), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Itaqui (MA) e Santana (AP).

"O que distingue essas estações das já existentes no Brasil é o fato de que todas vão estar geoferenciadas à linha altimétrica do IBGE, de sul a norte do País", ilustra. "Isso é fundamental para avaliar os impactos do aumento do nível do mar em zonas costeiras. Toda a rede vai funcionar com a mesma tecnologia e os mesmos instrumentos."

Desde setembro de 2014, também integra o SiMCosta uma boia meteo-oceanográfica, estrutura flutuante com sensores presa por uma corrente ao fundo do mar, localizada em São Sebastião (SP). Garcia prevê que o sistema envolva, ainda neste ano, outras duas unidades, no Paraná e em Santa Catarina.

Monitoramento

O coordenador do SiMCosta menciona dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) a respeito do nível médio global do mar, que teria subido aproximadamente 20 centímetros no último século.

"É imperativo, portanto, aumentar a capacidade brasileira de monitoramento do nível do mar, pois em alguns locais a elevação, eventualmente, ocasionará alagamentos com possíveis perdas de propriedades e de habitats marinhos e terrestres", aponta Garcia.

À frente do SiMCosta, estão o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT para Mudanças Climáticas) e a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), por meio da sub-rede Zonas Costeiras, com sede no Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Contribuem com recursos para o SiMCosta o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que instituiu a Rede Clima em 2007, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (Fundo Clima/MMA), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Consulta Pública sobre Marco Legal
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Brasil reduz emissão de gás carbônico
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo na atmosfera entre 2005 e 2010
100 anos da Academia Brasileira de Ciências
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Consulta Pública sobre Marco Legal
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo  na atmosfera entre 2005 e 2010
Brasil reduz emissão de gás carbônico
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, convocou pesquisadores a se unirem pelo futuro do Brasil
100 anos da Academia Brasileira de Ciências

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital