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Ciência e Tecnologia

Convênio promove projetos de pesquisa em escolas públicas de Campinas (SP)

Popularização da ciência

Projeto em parceria com a Embrapa estimulará produção interdisciplinar sobre questões de interesse local e regional
por Portal Brasil publicado: 16/03/2015 17h56 última modificação: 16/03/2015 17h56
Divulgação/Embrapa Iniciativa tem como ponto de partida o Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas, que poderá ser consultado em 45 escolas

Iniciativa tem como ponto de partida o Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas, que poderá ser consultado em 45 escolas

Os alunos dos anos finais do ensino fundamental da rede pública de Campinas (SP) serão estimulados a desenvolver projetos de pesquisa. O incentivo faz parte do Programa "Pesquisa e Conhecimento na Escola", lançado nesta segunda-feira (16).

A iniciativa foi construída no âmbito do convênio de cooperação técnica estabelecido entre a Embrapa Monitoramento por Satélite e a Prefeitura Municipal e tem como ponto de partida o Atlas Escolar da Região Metropolitana de Campinas (GeoAtlas), que poderá ser consultado a partir da próxima semana nas 45 escolas da Rede Municipal.

"Queremos estimular o espírito investigativo do aluno", afirmou a educadora Miriam Benedita Camargo, que está à frente da Coordenadoria Setorial de Formação do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação.

Ela explica que as escolas serão estimuladas a produzir projetos interdisciplinares sobre questões de interesse local e regional. Depois de formulados, os trabalhos serão apresentados em um evento no final do ano, o Fórum de Pesquisa Estudantil.

A educadora explica que o programa foi estruturado após a experiência positiva da parceria entre Prefeitura e Embrapa quando da elaboração do primeiro volume do Atlas, finalizado em 2014.

O material paradidático contextualiza o conteúdo ministrado na escola com a vivência do estudante, levando a realidade local à sala de aula. A obra foi preparada por uma equipe de 23 professores da rede municipal de ensino sob a coordenação da Embrapa Monitoramento por Satélite.

O Atlas foi produzido no âmbito de um projeto de transferência de tecnologia e comunicação institucional financiado pela Embrapa e contou também com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Atlas Escolar

O GeoAtlas apresenta, no primeiro volume, imagens de satélite, mapas e gráficos com informações sobre aspectos históricos, temas ambientais e as principais atividades econômicas de Campinas e região, com ênfase na agropecuária.

O segundo volume já está em fase de elaboração e vai abordar produtos da região, como cana-de-açúcar, café, frutas, hortas e a produção animal. Além de contribuir com conteúdos, os professores participaram de formações sobre o uso de novas tecnologias, como as imagens de satélite e a partir do dia 16 de março atuarão no programa como multiplicadores junto às demais escolas.

A pesquisadora da Embrapa e coordenadora do GeoAtlas,Cristina Criscuolo, ressalta a importância da parceria firmada. Para ela, o Programa "Pesquisa e Conhecimento na Escola" será uma ótima oportunidade de difundir o uso das geotecnologias e da importância da agricultura nas escolas, que podem ser utilizadas por todos os componentes curriculares.

Banco de dados

Usando recursos tecnológicos, o Atlas também dispõe de um banco de dados com sequências didáticas para cada tema, que poderão ser utilizadas pelos professores como material complementar.

Com o Programa, os conhecimentos gerados pelos estudantes e professores, serão incluídos no banco de dados, como forma de agregar o trabalho desenvolvido pela Rede de forma colaborativa, como afirmou Wladimir Mesko, coordenador pedagógico e um dos responsáveis pelo programa.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o Programa responde às demandas das Diretrizes Curriculares de Campinas e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, que preconizam o desenvolvimento da postura investigativa do estudante e o trabalho com conteúdos contextualizados nas vivências e realidades locais.

Fonte:
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 

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