Ciência e Tecnologia
Novo secretário de C&T aponta sustentabilidade como desafio global
Posse ministerial
À frente da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) desde 12 de fevereiro, Jailson Bittencourt de Andrade elegeu a sustentabilidade como o maior desafio nacional e global para as atividades relacionadas à pasta, nesta terça-feira (3).
Ele recebeu o cargo em cerimônia com participação de seu antecessor, Carlos Nobre, e do ministro Aldo Rebelo. "No Brasil e no mundo, os grandes temas atuais envolvem a segurança hídrica, a segurança energética e a segurança alimentar. Esses sistemas estão completamente interligados", defendeu o novo titular da Seped.
"Sabemos que pouquíssimas formas de produção de energia dispensam grande quantidade de água e que disponibilizar água em quantidade e qualidade adequada depende de muita energia. Ao mesmo tempo, energia e água estão intrinsicamente relacionadas à produção de alimentos, que, além da irrigação, precisa de energia, em um primeiro momento do sol e em seguida para colher, estocar e transportar."
Agradecimento
Aldo Rebelo assinou o termo de posse e ressaltou a admiração e o respeito que o novo secretário possui na comunidade científica. "Essa secretaria é uma espécie de alma, concentra os nervos e os ossos deste ministério, as disciplinas que têm mais sentido de permanência na pasta", definiu o ministro.
O ministro defendeu que o País evolua além das fronteiras agrícola e mineral. "Se quiser se manter por muito tempo entre as maiores economias do mundo, o Brasil não poderá fazê-lo se não tiver uma presença correspondente à sua grandeza econômica em termos de ciência, tecnologia e inovação", disse.
Prioridades
Na visão do novo secretário, os maiores desafios da Seped se referem ao "planejamento de políticas concertadas, convergentes e integradoras". Jailson de Andrade elencou cinco iniciativas do MCTI de alta prioridade, que deseja ajudar a alavancar, pela abrangência e pelo enfoque das iniciativas: Edital Universal, programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), Proinfra, construção da fonte de luz síncrotron Sirius e Reator Multipropósito Brasileiro (RMB).
Jailson avaliou que o Proinfra – programa voltado a projetos de implantação, modernização e recuperação de infraestrutura – "ajudou a mudar a face da universidade brasileira" na última década: "Já foram investidos mais de R$ 1 bilhão em outra ponta de hierarquia: a instituição universitária, de forma complementar ao indivíduo e ao grupo de pesquisa, alvos do Edital Universal e dos INCTs."
Balanço
O ministro agradeceu a Carlos Nobre pelos serviços prestados na Seped e lhe desejou êxito no trabalho à frente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Nobre lembrou de grandes projetos de infraestrutura desenvolvidos em seus quatro anos no comando da Seped. "Considero muito importante ao País melhorar sua infraestrutura de resposta preventiva a desastres naturais. Nós estamos hoje em outro estágio, mais avançado, que não se compara com a situação que nós tínhamos antes de 2011, embora ainda haja muito a fazer."
Novo instituto
Outra prioridade em infraestrutura do antigo secretário, a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh), atenderá "um anseio muito antigo da comunidade científica brasileira". Nobre classificou a futura organização social como uma meta essencial ao Brasil, que deve complementar a compra do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico Vital de Oliveira, fruto de acordo de cooperação com Marinha, Petrobras e Vale, em fase final de construção em Cingapura.
O terceiro projeto de infraestrutura enfatizado pela gestão de Nobre buscou a autonomia nacional na geração de cenários de mudanças climáticas, sob liderança do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e com participação de outras 17 instituições. "O Brasil hoje tem um sistema de modelagem computacional, um sistema climático global e é o 11º país do mundo que tem autonomia em gerar cenários climáticos", pontuou.
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