Ciência e Tecnologia
Pesquisadores investem em tecnologia para beneficiar população ribeirinha
Simpósio na Amazônia
O Instituto Mamirauá realizou nesta semana o 12º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon). No evento, pesquisadores da instituição apresentaram vários projetos, dentre eles, uma tecnologia de tratamento de esgoto adequada e viável financeiramente para residências flutuantes na Amazônia.
O Simpósio tem o objetivo de promover a divulgação científica e o debate sobre a conservação da biodiversidade, o manejo de recursos naturais, a gestão de áreas protegidas e os modos de vida das populações locais.
No ambiente de várzea, as famílias das comunidades ribeirinhas da Amazônia precisam adaptar suas moradias para viverem em conformidade com a sazonalidade dos rios. As residências flutuantes – casas sobre os rios –, muito comuns na região, acompanham a dinâmica fluvial de enchente, cheia, vazante e seca.
No entanto, a falta de tecnologias adequadas de saneamento expõe essa população a uma série de riscos, tendo em vista a saúde e qualidade de vida das famílias, além de impactar diretamente a qualidade ambiental da região.
Eliminação de doenças
"A ideia dessa pesquisa é apresentar um dispositivo para que os impactos no ambiente pelo esgoto sejam minimizados, principalmente pela questão da saúde. O objetivo é tentar eliminar esses ciclos de doenças de veiculação hídrica, ou seja, reduzir a contaminação de patógenos na água, melhorando a qualidade de vida das famílias", afirma o pesquisador João Paulo Borges Pedro, do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Sistema de tratamento de esgoto
Para chegar a um modelo adequado de tecnologia, a equipe trabalhou com o sistema de tratamento de esgoto da Pousada Flutuante Uacari, empreendimento de turismo de base comunitária localizado na Reserva Mamirauá. O sistema, que já existia na pousada e adaptado durante a pesquisa, foi avaliado e monitorado durante três anos.
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