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Vacina francesa contra a dengue recebe sinal verde da CTNBio

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Falta agora o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para que vacina possa ser vendida no Brasil
por Portal Brasil publicado: 09/10/2015 17h52 última modificação: 09/10/2015 17h52
Divulgação/EBC Vacina precisa do registro da Anvisa para começar a ser vendida no País

Vacina precisa do registro da Anvisa para começar a ser vendida no País

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, na quinta-feira (8), a liberação comercial da vacina do laboratório francês Sanofi Pasteur, Dengvaxia, contra a dengue. Para que possa ser vendida no Brasil, falta agora o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Anvisa, foram realizados questionamentos à empresa e as respostas estão sendo avaliadas. A agência, porém, não estabeleceu prazo para o resultado final do pedido de registro. Até o final de 2015, outros 20 países devem concluir a avaliação de registro da vacina

De acordo com o laboratório francês, o imunizante tem eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença, taxa de redução de hospitalização de 80,3% e diminuição de 95,5% de casos graves da dengue. A imunização deverá ser feita em três doses, com intervalos de seis meses.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de dengue no Brasil aumentou em 70% do ano passado para cá. De janeiro a agosto deste ano, 693 mortes e 1,4 milhão de pessoas foram infectadas. "É uma situação de absoluta emergência para produzir tecnologias. Acho que a resposta que a CTNBio deu, ao analisar esses processos com rapidez e cuidado, atende ao que a sociedade esperava", destacou o presidente da Centro, Edivaldo Velini.

A vacina da Sanofi usa o vírus da febre amarela (que, como a dengue, pertence ao grupo dos arbovírus) atenuado e funciona contra os quatro tipos da dengue e é mais eficaz em pessoas com mais de 9 anos. Segundo a comissão, em crianças de 2 a 5 anos, os efeitos colaterais são maiores, mas a vacina não chega a provocar nenhum risco maior à saúde humana e nem ao meio ambiente.

Tanto a vacina da Sanofi quanto a que ainda está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan modificam geneticamente o vírus para que ele seja atenuado e, em vez de provocar a doença no paciente, provoque a produção de anticorpos.

A vacina do Instituto Butantan está aguardando resultados da segunda etapa de testes, em que pessoas são vacinadas para testar a eficácia do produto. O instituto pediu autorização à Anvisa para entrar na fase três de ensaios, que amplia a abrangência da pesquisa. O produto deve ser aplicado em cerca de 20 mil indivíduos das 27 Unidades da Federação. O imunizante brasileiro também prevê eficácia contra os quatro tipos de dengue e usa o arcabouço do próprio vírus da doença.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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