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Ciência e Tecnologia

Jogos Olímpicos de 2016 terão força-tarefa do clima

MCTI

Sistemas meteorológicos avançados, supercomputação e experiência de cientistas brasileiros resultarão em previsões climáticas de alta resolução em tempo real
por Portal Brasil publicado: 11/03/2016 11h00 última modificação: 14/03/2016 09h52
Divulgação / Brasil 2016 Boias meteorológicas adquiridas pelo MCTI farão o monitoramento das condições do tempo, do vento e do mar na Baía de Guanabara

Boias meteorológicas adquiridas pelo MCTI farão o monitoramento das condições do tempo, do vento e do mar na Baía de Guanabara

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) colocou à disposição da organização dos Jogos Olímpicos 2016 uma infraestrutura de monitoramento climático para a preparação do evento e realização das provas. Sistemas meteorológicos avançados e recursos de supercomputação somados à expertise de modelagem dos cientistas resultarão em previsões de altíssima resolução em tempo real. Os dados, fornecidos com pontualidade e precisão, podem fazer a diferença no desempenho de um atleta olímpico, além, é claro, da técnica e do preparo físico.

Dois institutos de pesquisa do MCTI participam do Grupo de Dados Meteorológicos da Autoridade Pública Olímpica (APO), uma força-tarefa formada por dez órgãos responsável por reunir e consolidar as previsões climáticas e oceânicas com informações sobre temperatura, maré, umidade, ventos e correntes. Cinco meteorologistas do Centro de Previsão e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe/MCTI) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) estarão no Rio de Janeiro durante os Jogos para o monitoramento do clima.

"Não existe competição de vela sem vento", afirma o pesquisador Sérgio Henrique Ferreira, do CPTEC/Inpe. "Uma prova pode mudar de local ou até ser cancelada em função das condições climáticas."

Mas não é só isso. A velocidade e a direção do vento influenciam a estratégia dos competidores, sem contar a importância dos dados para a segurança dos atletas e equipes técnicas. "É muita responsabilidade", diz o pesquisador.

Por isso, as informações meteorológicas precisam ser extremamente detalhadas e com alto grau de confiabilidade. "Reduzimos as previsões para o espaço de 1 quilômetro, ou seja, cada raia terá sua previsão. Isso só é possível com recursos de supercomputador", explica.

Alta tecnologia

Para alcançar esse nível de precisão, os pesquisadores contam com equipamentos de alta tecnologia instalados na terra, no ar e no mar. Estações, radares e até boias são usados para captar os dados meteorológicos e oceanográficos usados pelos cientistas nas análises climáticas.

O MCTI investiu R$ 2,05 milhões na compra de três boias, que farão o monitoramento da Baía de Guanabara. Mantidos por energia solar, cada equipamento é formado por sensores meteorológicos que enviam, por celular, dados sobre umidade e temperatura do ar, pressão atmosférica, radiação solar, direção e velocidade do vento. Os sensores oceanográficos medem a altura das ondas, direção e velocidade das correntes, temperatura e salinidade da água.

"Estações meteorológicas terrestres, fornecidas pelo Cemaden e instaladas pelo CPTEC em três pontos estratégicos do Rio, complementam as informações, inclusive, com dados sobre chuvas", acrescenta Antonio Marcos Mendonça, da Coordenação Geral de Meteorologia, Climatologia e Hidrologia do MCTI.

Além dos institutos de pesquisa do MCTI, outros oito órgãos compõem a força-tarefa do clima: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); Instituto Estadual do Ambiente (Inea); Secretaria Municipal de Meio Ambiente; Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SIMCosta); Centro de Hidrologia da Marinha; Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea); Sistema Alerta Rio; e Autoridade Pública Olímpica.

Os dados captados por cada órgão são compartilhados e integrados em uma plataforma única.

Legado

Todo o sistema meteorológico montado para as Olimpíadas pode ficar de legado para o Rio de Janeiro e para o País. As previsões do tempo mais precisas poderão ser usadas nas operações de portos e aeroportos. E as boias serão transferidas da Baía de Guanabara para o Atlântico Tropical pelo projeto SiMCosta, implantado com recursos do CNPq e do Fundo Clima. Coordenado pela Rede Clima e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas do MCTI, o projeto tem o objetivo de mapear as vulnerabilidades da costa brasileira, prever impactos das mudanças climáticas e alertar para a ocorrência de eventos extremos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI

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Assunto(s): Clima, Esporte

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