Cultura
Centro de Documentação no Paraná preserva história LGBT
As histórias de luta do segmento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) podem ser encontradas no único centro de documentação existente no País. O espaço foi batizado com o nome de um dos principais líderes e pioneiros do movimento da comunidade LGBT no Brasil, o professor e antropólogo baiano, Luiz Mott, e surgiu com o objetivo de preservar e divulgar as produções artísticas e literárias do segmento.
O Centro de Documentação Professor Dr. Luiz Mott (Cedoc) foi criado em 2007, em Curitiba (PR), pela ONG Grupo Dignidade do Paraná e contou com o apoio do Ministério da Cultura, (MinC) por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID).
O Cedoc, uma das iniciativas premiadas no Prêmio Cultural LGBT 2009, contém um acervo considerável e digitalizado, com mais de dois mil arquivos, sobre a temática LGBT, incluindo material de produção acadêmica (teses, dissertações, monografias e artigos) livros, vídeos, fotografias, periódicos, recortes de jornais, revistas, DVD e fotografias que contam parte da história do Grupo Dignidade e do Movimento LGBT no Brasil.
Do acervo também consta a coleção completa do primeiro jornal direcionado ao público LGBT brasileiro, o Lampião da Esquina, que circulou de 1978 a 1981. No dia 9 de abril deste ano, foi feito, em Curitiba, o lançamento da coleção completa das 41 edições do jornal, restaurada e digitalizada. O Lampião da Esquina circulou em plena ditadura militar.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a criação de centros de documentação, como o Cedoc de Curitiba, contribui para uma maior conscientização sobre o respeito ao direito e à livre orientação e expressão sexual. “Eles possibilitam o acesso à parte da história do movimento LGBT brasileiro, à produção acadêmica sobre a temática e à literatura específica sobre o assunto”, cita.
Ricardo Lima, diretor de Monitoramento de Política da Diversidade e Identidade da SID/MinC, acredita que o Cedoc é um referencial para toda a comunidade LGBT, por ser um centro de valorização da memória. Ele informou, ainda, que a SID vai apoiar a criação de outros centros de memória do segmento em outras localidades do País.
Fonte:
Ministério da Cultura
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