Cultura
BNDES aprova R$ 2,9 milhões para reforma do Paço Imperial do Rio de Janeiro
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiará com R$ 2,9 milhões, provenientes do seu Fundo Cultural, a reforma e modernização do Paço Imperial do Rio de Janeiro. Os recursos, não reembolsáveis, custearão em 100% as intervenções na edificação, no sistema de climatização, no tratamento acústico, no cinema e na iluminação do monumento.
O projeto foi apresentado ao banco pela Associação de Amigos do Paço Imperial (AAPI), associação civil sem fins lucrativos responsável por zelar pela preservação do prédio e pelo seu uso para fins culturais.
O objetivo é realizar a segunda etapa de uma grande reforma ocorrida entre 1982 e 1985, que procurou restituir ao monumento a volumetria do século XIX, perdida ao longo do tempo.
Nesse sentido, a intervenção patrocinada pelo BNDES pretende valorizar as linhas arquitetônicas originais do Paço, substituindo os grandes painéis maciços que revestem a estrutura das suas principais salas por painéis intercalados, que permitirão visualizar paredes e janelas.
Também estão previstos, entre os itens do projeto, pintura interna e externa do prédio, reforma e recuperação da cobertura, reforma dos banheiros e recuperação do elevador hidráulico, entre outros. As intervenções na sala de cinema não incluem aquisição de equipamentos audiovisuais, o que caberá a gestor vencedor de concorrência pública nesse sentido.
Segundo o BNDES, o caráter estrutural das ações previstas foi um dos fatores determinantes para o apoio ao projeto. Também foi considerada a importância cultural do espaço para a cidade e o valor histórico da edificação.
Datado do século 17, o Paço Imperial já foi Casa da Moeda (1697), presídio (1710-1711) e moradia de vice-reis (1763-1808). Em 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro, tornou-se a residência de D. João VI, passando a se chamar Paço Real. O nome atual veio com a independência do Brasil, em 1822, quando passou a ser o local de onde se governava o País.
Fonte:
BNDES
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