Cultura
Medalhas dos Jogos Indígenas serão confeccionadas por artesãos da etnia Xerente Akén
As medalhas que serão utilizadas nos XI Jogos dos Povos Indígenas, ou seja, as Olimpíadas Verdes seguirão a linha da sustentabilidade e do resgate cultural. Por isso, elas apresentam modelo artesanal que sintetiza ações, raízes e tradições das 38 etnias brasileiras participantes.
Desenhada por Carlos Terena, diretor do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena, o artefato está sendo feito em madeira rústica. Além da logomarca dos Jogos, cada medalha receberá acabamento em trançado de capim dourado, planta típica de Porto Nacional, em Tocantins onde será realizada a competição.
Para reforçar o espírito de confraternização e de celebração entre os parentes, as medalhas serão produzidas pelas mãos de indígenas artesãos Xerente Akén. Integrantes de uma das sete etnias anfitriãs, os indígenas oriundos da Aldeia Xerente, do município tocantinense de Miracema do Norte, também participarão dos Jogos, sendo representados por 40 guerreiros.
A inexistência de um pódio para premiação do três primeiros colocados é outra marca registrada dos Jogos Indígenas. O objetivo não é achar um campeão. Todos os participantes ganham medalha. As Olimpíadas Verdes vão acontecer de 8 a 15 de outubro, na Ilha de Porto Real, na cidade de Porto Nacional (TO).
Os Jogos são compostos por 10 modalidades esportivas e 11 modalidades tradicionais. Arco e flecha, arremesso de lança, cabo de força, canoagem, corrida de 100 metros, corrida de fundo, corrida de tora, futebol masculino futebol feminino e natação/travessia são os esportes competitivos. Outros esportes indígenas também farão parate da programação. Não terá prêmio para a equipe vencedora, nem juiz para intermediar as provas.
Fonte:
Ministério do Esporte
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