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Cultura

Brasília recebe exposição de trabalhos manuais feitos por mulheres chilenas durante ditadura

por Portal Brasil publicado: 23/03/2012 20h08 última modificação: 28/07/2014 16h29

A exposição com trabalhos manuais feitos por mulheres chilenas, as Arpilleras da Resistência Política Chilena, foi inaugurada nesta sexta-feira (23), na Biblioteca Nacional de Brasília. Devido a esse trabalho, as mulheres conseguiram resistir à ditadura instalada no Chile entre 1973 e 1990. A mostra é organizada pelo projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em parceria com a Associação Pesquisadores sem Fronteira. 

Em visita à ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/PR), Eleonora Menicucci, a produtora da exposição Clara Polliti contou que as arpilleras da coleção nasceram das mãos de mulheres que estiveram presas ou cujos maridos ou filhos tinham sido presos, torturados ou assassinados durante a ditadura. 

A abertura da mostra terá a presença da SPM e de autoridades internacionais e nacionais, entre elas o embaixador do Chile, Jorge Monteiro Figueiroa; o embaixador da Argentina, Juan Antonio Barreto; o secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão; o coordenador do Projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Gilney Viana; a secretária da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amância; o secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira; e representantes de entidades do movimento de mulheres e feminista. 

Inédita no Brasil, de Brasília a exposição seguirá para Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). A coleção já foi exibida na Europa, Ásia e Estados Unidos.

Cultura e resistência

A arpillera é uma técnica têxtil chilena que possui raízes em uma antiga tradição popular iniciada por um grupo de bordadeiras de Isla Negra, localizada no litoral central chileno.

Os trabalhos da exposição foram confeccionados com retalhos e sobras de pano, provenientes de sacos de farinha ou batatas, geralmente fabricados em cânhamo ou linho grosso. Toda a costura é feita a mão, utilizando agulhas e fios. Às vezes, são adicionados fios de lã e crochê para realçar os contornos das figuras. Os trabalhos da mostra pertencem à curadora chilena Roberta Bacic.

A visitação fica aberta até 29 de março, de segunda à sexta das 9h às 20h45. Aos sábados e domingos, das 9h às 17h45. 

Veja aqui algumas das imagens dos trabalhos. 

 

Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres

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