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Cacilda Becker

Atriz-fenômeno, Primeira-dama do Teatro brasileiro, Monstro do Teatro, Mito dos Palcos foram apenas algumas expressões utilizadas para designar a atriz Cacilda Becker. Nascida Cacilda Becker Yáconis, em Pirassununga (SP), em 1921, a atriz protagonizou ao longo da carreira inúmeros espetáculos de grande complexidade e profundidade, tendo trabalhado com os principais diretores e atores de sua época
por Portal Brasil publicado: 05/04/2012 11h13 última modificação: 28/07/2014 16h30
100 brasileiros Cacilda interpretou personagens muito antagônicos, indo da farsa à tragédia, do clássico ao moderno

Cacilda interpretou personagens muito antagônicos, indo da farsa à tragédia, do clássico ao moderno

Atriz-fenômeno, Primeira-dama do Teatro brasileiro, Monstro do Teatro, Mito dos Palcos foram apenas algumas expressões utilizadas para designar a atriz Cacilda Becker. Nascida Cacilda Becker Yáconis, em Pirassununga (SP), em 1921, a atriz protagonizou ao longo da carreira inúmeros espetáculos de grande complexidade e profundidade, tendo trabalhado com os principais diretores e atores de sua época. Filha da professora Alzira Becker e do comerciante italiano Edmundo Radamés Yáconis, Cacilda desde cedo conheceu as dificuldades da vida. Quando seus pais se separaram, ela e as irmãs, Cleide e Dirce, ficaram com a mãe e foram morar em Santos (SP). 

Sua infância e adolescência foram marcadas pela pobreza e pela carência afetiva. Cacilda começou a trabalhar cedo para pagar seus estudos e suprir a ausência do pai. Estudou balé e formou-se professora. Mudou-se para São Paulo para trabalhar como escriturária em uma empresa de seguros.

Com 20 anos, viaja para o Rio de Janeiro disposta a iniciar a carreira de atriz. Participa de algumas montagens, mas quando o teatro paulista começa a profissionalizar-se, Cacilda Becker regressa a São Paulo em 1943. Neste ano integra-se no Grupo Universitário de Teatro, fundado por Decio de Almeida Prado. Lá participou de peças como Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; Irmãos das Almas, de Martins Pena e Pequeno Serviço em Casa de Casal, de Mario Neme. Cacilda fez rádio-teatro para se manter, mas era a atuação no palco que mais a atraia.

Cacilda interpretou personagens muito antagônicos, como a velha de Jornada de um longo dia para dentro da noite; a devassa de Quem tem medo de Virgínia Woolf?; a rainha de Maria Stuart; o palhaço clown de Esperando Godot, entre outros, indo da farsa à tragédia, do clássico ao moderno.

Ao longo de sua trajetória, Cacilda também participou da fundação do Teatro Brasileiro de Comédia e da Escola de Arte Dramática de São Paulo, entre outras companhias, como a sua própria, o Teatro Cacilda Becker, em 1955. A companhia escreveu um novo e próspero capítulo na história do teatro brasileiro, realizando inúmeros espetáculos de grande sucesso e importância artística.

Em 1968, com a nomeação do governador paulista, Abreu Sodré, Cacilda assume a Presidência da Comissão Estadual de Teatro. Durante sua gestão, que durou cerca de um ano, participou ativamente da luta contra a ditadura militar e da defesa da classe teatral contra a repressão.

Sua delicada aparência – não pesava mais que 50 quilos – contrastava com a garra com que defendia seus ideais, os amigos e o teatro. Morreu em 1969, durante intervalo da encenação da peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, vítima de um derrame cerebral, aos 48 anos. Cacilda Becker deixou dois filhos: Luís Carlos, do casamento com o jornalista Tito Fleury, e Maria Clara, com o ator Walmor Chagas.

Fonte:

Ministério da Cultura

 

 

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