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Feira de artesãos prevê alta de 10% nas negociações

por Portal Brasil publicado: 06/11/2012 12h49 última modificação: 28/07/2014 16h28
Divulgação / FNA A 23ª Feira Nacional de Artesanato conta com 1,1 mil estandes e cerca de sete mil expositores distribuídos

A 23ª Feira Nacional de Artesanato conta com 1,1 mil estandes e cerca de sete mil expositores distribuídos

A Feira Nacional de Artesanato acontecerá em dezembro para aumentar o fluxo dos negócios

Em sua 23ª edição, a Feira Nacional de Artesanato deve superar em 10% o montante de R$ 85 milhões do ano anterior. Um dos fatores para a expectativa de crescimento é a mudança de data, com o evento saindo do final de novembro para ser realizado entre os dias 4 e 9 de dezembro, período no qual as pessoas estão mais capitalizadas.

O tema desta edição será “Estrada Real e suas Riquezas”. Durante o evento, que acontecerá no Centro de Exposições George Norman Kutova (Expominas), em Belo Horizonte, o visitante poderá conhecer um pouco mais os diferenciais das cidades que pertencem ao circuito Estrada Real,

sua história e seus produtos. Os destaques são para o artesanato, o transporte, as indústrias que começaram os trabalhos artesanalmente, o ouro, o diamante e o povo que faz a história acontecer. Este ano, o evento ainda conta com um aplicativo que facilita a localização dos visitantes e expositores.

Nesta edição, o Projeto Comprador, que é uma ação realizada dentro do convênio entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa), levará para o evento 25 compradores de várias partes do mundo. Já estão confirmados representantes do Canadá, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, França, Índia, Polônia, Peru e Inglaterra.

A expectativa é de aumento nas vendas devido o período de realização da Feira. De acordo com a realizadora do evento e presidente do Instituto Centro Cape (ICCAPE), Tânia Machado, a realização do evento em dezembro poderá influenciar diretamente no volume dos negócios efetivados.

A Feira Nacional de Artesanato faz parte do Calendário Brasileiro de Exportações e Feiras, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Também está classificada como evento cultural, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

O evento é apoiado pela Apex-Brasil e Abexa; patrocinado pelo Sebrae, Petrobras, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Vale, Cemig, Governo de Minas e Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A 23ª FNA é realizada pelo ICCAPE, Central Mãos de Minas, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Social da Indústria de Minas Gerais (Sesi-MG).

Feira Nacional de Artesanato

A 23ª Feira Nacional de Artesanato ocupará uma área de 23 mil metros quadrados, com 1,1 mil estandes e cerca de sete mil expositores distribuídos entre o Grande Pavilhão do Expominas, Meu Primeiro Evento, Espaço Especial, “Só Quero Ver Meu Morro Feliz”, além das oficinas e cursos.

A feira tem a participação de artesãos de todos os estados brasileiros e representantes de 12 países, que irão expor e comercializar cerca de 50 mil itens artesanais. Apenas para a realização do evento são gerados cerca de dois mil empregos diretos e algo em torno de 20 mil empregos indiretos no mês que antecede a feira e em dezembro.

O setor de exportação aguarda um total aproximado de 150 compradores internacionais, que devem gerar US$ 1 milhão em negócios imediatos e US$ 25 milhões no decorrer dos próximos 12 meses. “As projeções para o comércio exterior são otimistas uma vez que o Brasil está na moda e o mercado internacional está de olho nos produtos nacionais. Esses compradores levam amostras para seus países de origem que depois se transformam em grandes compras”, explicou a realizadora do evento.

Confira a programação completa da 23ª Feira Nacional de Artesanato

Novidade

A 23ª Feira Nacional de artesanato ganhará um aplicativo com mapa ilustrado do evento em 2D, totalmente segmentado, oferecendo diversos caminhos de busca para que o usuário consiga localizar o expositor e seus dados de acesso, assim como seus produtos, de forma clara e didática. Para Tânia Machado, existe uma forte expectativa de que este aplicativo possa gerar bons negócios, mesmo após o final da edição. “Trabalhamos com a expectativa que esta inovação poderá gerar receita igual ou superior a do evento nos 12 meses seguintes”, projetou.

Comercialização

O primeiro dia (04/12) é reservado apenas para lojistas e compradores na modalidade atacado, com o objetivo de fomentar negócios em um ambiente empresarial e otimizar o tempo. Cerca de dez mil lojistas encontrarão variedade para incrementar o estoque para as vendas de natal. “Este dia foi criado para que o artesão possa apresentar seu produto e consiga negociar em um ambiente otimizado para negócios”, explicou Tânia Machado.

O tradicional artesanato indígena também estará presente na 23ª edição da Feira Nacional de Artesanato. Os índios, de diversas tribos do país, trarão para Belo Horizonte os produtos que são fabricados durante todo o ano em suas tribos. Arcos, flechas, bijuterias, leques, prendedores de cabelo, peças em cerâmica e cestarias são os produtos mais demandados durante o evento.

Outro destaque é o Meu Primeiro Evento, espaço doado a novos artesãos que desejam mostrar seu trabalho em uma grande feira do setor para aprender, na prática, como é a participação em eventos deste porte. Outro benefício para estes artesãos é a oportunidade de estar frente a frente com o consumidor e conhecer um pouco mais dos hábitos de consumo dos seus potenciais compradores. Para esta edição o número de estandes continua em 100 unidades.

Sustentabilidade

Pelo quarto ano consecutivo a Feira Nacional de Artesanato realizará o Projeto Carbono Neutro, que consiste em equilibrar por meio do plantio de árvores todo o monóxido de carbono emitido durante o evento. No ano anterior, para compensar a emissão dos gases do efeito estufa, foram plantadas 132 árvores.

Desde a 14ª edição a Feira Nacional de Artesanato também realiza o programa Resíduo Zero, que tem como meta reciclar todos os materiais que foram produzidos durante a feira e que podem ser reutilizados em algum ponto da cadeia produtiva artesanal, transformando-os em novos produtos.

Fonte:
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos

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