Cultura
Anunciada criação da maior reserva técnica de arqueologia do norte do Brasil
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Rondônia divulgou, na última sexta-feira (5), a criação da maior reserva técnica de arqueologia, com cerca de 2 mil metros quadrados, do norte do Brasil. As conversas entre os parceiros começaram no ano de 2009 e, na última semana, foi definida a construção da Reserva Técnica de Arqueologia na Universidade Federal de Rondônia (Unir).
A reserva técnica abrigará todo o acervo arqueológico encontrado nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau. Seguindo a legislação sobre o patrimônio arqueológico, o instituto decidiu pela criação de uma instituição de guarda de material arqueológico dentro da Universidade Federal de Rondônia. A construção será custeada pelos consórcios das usinas e, na reserva técnica, estará salvaguardado todo o acervo arqueológico resgatado nas áreas dos empreendimentos hidrelétricos.
Para agilizar o processo de construção da reserva, o grupo definiu que no próximo dia 24 de abril será assinado o termo de cooperação, oficializando a construção do local de guarda do patrimônio arqueológico dentro do campus da Universidade em Porto Velho, capital de Rondônia.
Para o arqueólogo do Iphan de Rondônia, Danilo Curado, a construção da reserva será um grande avanço para a arqueologia no estado, devido ao crescente número de sítios arqueológicos identificados nos últimos anos e aos que ainda deverão ser localizados. Segundo Curado, com esse edifício exclusivo para o acervo proveniente das pesquisas de arqueologia, haverá condições materiais possíveis para assegurar, com salubridade, a proteção destes bens da União e da Memória Nacional.
O superintendente do instituto no estado, Beto Bertagna, afirma que a reserva representará a conclusão dos esforços do Iphan. “Apesar de não constar em lei a obrigatoriedade da permanência exclusiva deste material arqueológico no próprio estado, o Iphan sempre manteve o direcionamento de que o acervo identificado em Rondônia iria ficar no local. Essa questão respeita os princípios das cartas internacionais relativas ao patrimônio arqueológico, as quais indicam que o acervo proveniente das pesquisas arqueológicas devem permanecer o mais próximo possível de suas fontes, ou seja, dos sítios arqueológicos e, consequentemente, da comunidade”, conclui o superintendente.
Fonte:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
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