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Edifício histórico no Rio de Janeiro (RJ) é tombado pelo Iphan

O Edifício A Noite, localizado na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, foi reconhecido tanto no livro de tombo histórico como no livro de belas artes
por Portal Brasil publicado: 04/04/2013 14h37 última modificação: 30/07/2014 00h35
Dovulgação / Ministério da Cultura Os 22 pavimentos do primeiro arranha-céu brasileiro reunia multinacionais

Os 22 pavimentos do primeiro arranha-céu brasileiro reunia multinacionais

Em reunião nessa quarta-feira (3), conselheiros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) votaram para que o Edifício fosse reconhecido tanto no livro de tombo histórico como no livro de belas artes. A medida impede também que sejam realizadas modificações na estrutura física do edifício. A formalização do tombamento será feita nas próximas semanas.

O edifício foi inaugurado em 7 de setembro de 1929. Segundo o parecer do Iphan, o prédio é emblemático tanto pelo aspecto estrutural e arquitetônico, quanto por seu significado cultural. Além disso, é considerado um marco da modernidade do Rio de Janeiro, então capital brasileira.

Os 22 pavimentos do primeiro arranha-céu brasileiro reunia multinacionais, como a Pan Am e Philips, agências de notícias e os consulados dos Estados Unidos e Panamá. O edifício de concreto armado abrigava também os estúdios e o auditório da Rádio Nacional, que no início do século XX era o centro da vida cultural. Pelos corredores do Edifício A Noite circulavam artistas como Cauby Peixoto, Emilinha, Marlene, Dalva de Oliveira e Francisco Alves.

História

Dominando a Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, o Edifício A Noite lembra os anos de glória da região, quando artistas, empresários e políticos eram atraídos pela vida em torno de multinacionais, agências de notícias, consulados e principalmente da Rádio Nacional. Em 1928, o antigo Liceu Literário Português deu espaço a um edifício com 22 pavimentos e estrutura em concreto armado, edificado para abrigar o Jornal A Noite, um projeto do francês Joseph Gire, autor do hotel Copacabana Palace e do Palácio Laranjeiras, e do arquiteto brasileiro Elisiário Bahiana, tendo Emilio Baumgart como calculista estrutural.

Em seus andares estabeleceram-se sedes de empresas multinacionais, das agências de notícias La Prensa e United Press Association, além dos famosos estúdios da antiga Rádio Nacional, reconhecida nacionalmente pela produção de novelas e divulgação de artistas nacionais, eternamente associados à época em que o edifício era foco de uma vida alegre e boêmia.

Arquitetura

O Edifício A Noite também é marco arquitetônico e urbanístico no País. A partir de sua construção, teve início um processo de verticalização da cidade. No início do século XX, na Avenida Central, atual Rio Branco, os edifícios chegavam a até oito pavimentos. Na Praça Mauá, no extremo oposto da Rio Branco, estava a sede do Jornal A Noite, um prédio com 22 andares e 102 metros de altura. Tanto as fachadas como as áreas internas revelam influências do estilo art decó. Em seu terraço havia restaurantes e um mirante que oferecia uma vista privilegiada da cidade e da Baía da Guanabara.

Desta forma, falar da verticalização das construções no Brasil é falar também da introdução e da rápida difusão do uso do concreto armado na realização de estruturas arquitetônicas. A construção do Edifício A Noite influenciou o Código de Obras na cidade, pois com sua conclusão, passaram a ser considerados critérios relacionados com a segurança e a viabilidade dos prédios altos.

 

Fonte:
Iphan
Com informações da Agência Brasil

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