Cultura
Candidatura da Lagoa da Pampulha como Patrimônio Mundial é debatida
Reconhecimento
Belo Horizonte (MG) está debatendo desde quarta-feira (27) e segue até esta quinta-feira (28), estratégias para a construção do dossiê de candidatura da Lagoa da Pampulha na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco).
Situada na região da Pampulha, em frente à Prefeitura Municipal, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer durante a gestão de Juscelino Kubitschek, a Lagoa congrega um complexo turístico com atrações como o Parque Promotor Lins do Rego, o Jardim Botânico, o Jardim Zoológico de Belo Horizonte, o Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), o Ginásio Mineirinho, o Parque Guanabara e a Igreja de São Francisco, também de Oscar Niemeyer.
Os debates estão concentrados no seminário A Casa em Debate - Pampulha: um patrimônio da humanidade, promovido pela Fundação Municipal de Cultura, que conta com a participação de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A proposta inicial é de discussão e compreensão dos valores da Pampulha que possibilitaram seu reconhecimento como Patrimônio Cultural nas esferas Municipal (Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte – CDPCM), Estadual (IEPHA/MG) e Federal (Iphan).
A ideia é formar um panorama da preservação do conjunto e discutir o processo de construção da candidatura da Pampulha ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade junto à Unesco.
Para mais informações, acesse BH faz Cultura ou pelo email: cb.fmc@pbh.gov.br .
Confira a programação.
A Casa do Baile
Referência da arquitetura moderna brasileira, o projeto original e o paisagismo da Casa do Baile foram concebidos por Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx, que buscavam uma integração total com o ambiente da lagoa. Situada numa ilha artificial, ligada por uma pequena ponte de concreto à orla, a Casa do Baile foi projetada com a finalidade de criar na Pampulha um espaço de diversão popular. Inaugurada em 1943, abrigava um restaurante com pista de dança, cozinha e toaletes.
Como espaço de lazer e entretenimento a Casa do Baile logo se transformou em palco de atividades musicais e dançantes frequentada pela sociedade mineira. No entanto, em 1946, com a proibição do jogo no Brasil, o fechamento do Cassino – atual Museu de Arte da Pampulha (MAP), afetou o funcionamento da Casa do Baile, que acabou encerrando suas atividades.
O edifício passou a receber diversas atividades. Nos anos de 1980 funcionou como anexo do Museu e como restaurante, mas foi fechada novamente, reabrindo somente em 2002 após uma restauração, sob a orientação do próprio Niemeyer. Desde então, a Casa do Baile funciona como Centro de referência de Urbanismo, Arquitetura e Design.
Fonte:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
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