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Cultura

Bicentenário da morte de Aleijadinho é lembrado em MG

Homenagem

Instalações estão sendo construídas em Congonhas (MG), próximas ao Adro do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos
por Portal Brasil publicado: 09/05/2014 15h17 última modificação: 30/07/2014 01h42

Como parte das comemorações pelo bicentenário da morte do grande mestre da escultura do período colonial no Brasil, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e a coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Patrícia Reis, visitam, no próximo domingo (11), as obras do Museu de Congonhas. As instalações estão sendo construídas em Congonhas (MG), próximas ao Adro do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo Iphan em 1939 e reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1985. 

O projeto é uma iniciativa do Iphan, da Unesco no Brasil e da Prefeitura de Congonhas, e vai funcionar como uma sala interpretativa do conjunto. A ideia é que o visitante possa ter uma melhor compreensão dos aspectos artísticos e religiosos do Santuário. O Museu de Congonhas vai abrigar, ainda, um Centro de Estudos da Pedra e espaços para exposições temporárias, seminários e reuniões.

Como parte das atividades de criação do Museu, a Unesco também realizou, em 2011, uma atividade inédita na área de conservação do patrimônio cultural no País: a confecção de modelagem digital, por meio de escaneamento em 3D,  dos profetas de Aleijadinho. A medida facilita estudos e monitoramento das peças, além de servir à  recomposição em caso de danos às esculturas, por garantir rigorosa precisão de moldes e réplicas.  Além da digitalização, a Unesco iniciou a confecção de moldes em silicone e réplicas em gesso-pedra.

O mestre

Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em 29 de agosto de 1730. O mais importantes escultor do Brasil-colônia era filho de um arquiteto português e uma escrava. O apelido veio de uma enfermidade que causou deformidades em seu corpo.

Aos poucos, perdeu os movimentos dos pés e mãos. Um ajudante amarrava as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Mesmo com todas as limitações, trabalhou na construção de igrejas e altares em várias cidades de Minas Gerais, especialmente Ouro Preto, Congonhas do Campo e Sabará.

O escultor trabalhou em Congonhas no período de 1796 a 1805 e deixou na cidade um excepcional conjunto escultórico, com 66 imagens lavradas em cedro, seis relicários e 12 profetas em pedra sabão. Inúmeras obras sobre o Aleijadinho estão disponíveis nas principais bibliotecas brasileiras. Nas bibliotecas do Iphan, Biblioteca Nacional e Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais os interessados podem consultar uma parte importante deste acervo.

Fonte: 

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

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