Cultura
Exposição mostra forma de expressão afro-brasileira
Em São Paulo
Começa no próximo dia 15 de maio a exposição fotográfica e o lançamento do CD "Jongo no Sudeste-São Paulo". O Evento vai acontecer em Guaratinguetá (SP) e é uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em conjunto com o Jongo do Tamandaré, Quilombolas e a Prefeitura Municipal da cidade.
As imagens foram feitas pelo fotógrafo Reinaldo Meneguim, em janeiro de 2013, durante a gravação do CD. A exposição apresenta 50 imagens que foram selecionadas pelos próprios jongueiros, sendo dez de cada grupo.
O jongo é uma forma de expressão afro-brasileira que integra percussão de tambores, dança coletiva e práticas de magia.
No Brasil, o jongo consolidou-se entre os escravos que trabalhavam nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no sudeste brasileiro, principalmente no vale do Rio Paraíba.
Trata-se de uma forma de comunicação desenvolvida no contexto da escravidão e que serviu também como estratégia de sobrevivência e de circulação de informações codificadas sobre fatos acontecidos entre os antigos escravos por meio de pontos que os capatazes e senhores não conseguiam compreender.
O Jongo no Sudeste foi registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro em 15 de dezembro de 2005. Além dos grupos de São Paulo – Jongo de Quilombolas (Guaratinguetá), Jongo de Piquete (Piquete), Jongo Mistura da Raça (São José dos Campos), Jongo Dito Ribeiro (Campinas) – abrange também grupos nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O reconhecimento do Jongo como Patrimônio Nacional faz parte do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial (PNPI).
Fonte:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
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